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Santander vê cenário pior para desemprego em 2018 e 2019

(Atualizada às 12h) O Santander revisou para cima suas projeções para taxa de desemprego em 2018 e 2019 e agora espera uma melhora mais lenta do mercado de trabalho.A estimativa para a taxa de desemprego média de 2018 subiu de 11,7% para 12%. Para 2019, passou de 10,2% a 10,9%.

A projeção para a taxa de desemprego ao fim do ano, ajustada sazonalmente, passou de 10,8% para 11,4% em 2018 e de 9% para 10% em 2019, informou o banco.

"Os dados da atividade econômica divulgados até o momento trouxeram um viés de baixa para nossa estimativa de PIB para 2018 (atualmente em 3,2%)", escrevem os economistas Luciano Sobral e Rodolfo Margato em relatório. "Além disso, os mais recentes dados do mercado de trabalho, que apontam para um aumento da taxa de participação e criação de empregos em ritmo mais lento, nos levam a revisar para cima nossas estimativas de taxa de desemprego para 2018 e 2019", completam.

As revisões implicam que levará mais tempo para que o hiato do produto (diferença entre o PIB potencial e o efetivo) se feche e comece a provocar pressões inflacionárias. Com isso, o Banco Central poderá manter a taxa de juros em patamar estimulativo por um tempo mais longo.

O Santander espera agora que taxa de desemprego permaneça acima do patamar considerado neutro (Nairu, na sigla em inglês para "taxa de desemprego não aceleradora da inflação") até o segundo trimestre de 2020.

A maior demora para o desemprego atingir o nível neutro é citado pelo Santander no relatório como um dos fatores que têm contribuído para manter a inflação e as expectativas com relação ao indicador em nível baixo, o que dá espaço para manutenção da política monetária expansionista por mais tempo.

Selic

Para o Santander Brasil, há espaço para a taxa básica de juros, a Selic, ficar em níveis mais baixos em 2019. O banco revisou sua estimativa e agora estima a taxa em 7,5% no fim do ano que vem, um ponto percentual abaixo de sua projeção anterior.

O banco cita quatro fatores principais que contribuem para manter as expectativas de inflação ancoradas, permitindo a política monetária expansionista.A deflação dos preços dos alimentos é mais profunda e mais duradoura do que o esperado. Além disso, observa-se a transmissão da inflação corrente fraca para a expectativa de inflação, por meio de contratos indexados. A recuperação econômica também se mostra lenta e, por fim, a credibilidade do Banco Central melhorou.

A trajetória esperada para a Selic é de queda para 6,25% ao ano em maio, ante o nível atual de 6,50%. Esse patamar será mantido até o segundo semestre de 2019, quando um ciclo gradual de alta de juros deve começar."Mantemos nossa visão de que, nos próximos anos, uma taxa Selic de 8,50% será compatível com a inflação no centro da meta", aponta o banco. A leitura leva em consideração o alvo de 4% em 2020 e metas possivelmente menores nos seguintesanos.

Os principais riscos para o cenário incluem uma acentuada deterioração dos mercados financeiros (aumento do risco-país, enfraquecimento da taxa de câmbio) e uma reversão das atuais políticas fiscais e monetárias.

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