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Juros futuros fecham em alta com decisão do Fed

O mercado de juros futuros recebeu com alívio a decisão de política monetária do Federal Reserve. Mesmo sem trazer grandes sinalizações sobre seus próximos passos, o banco central dos Estados Unidos tampouco indicou que caminha para um aperto monetário mais duro, o que vinha pesando sobre os ativos.As taxas dos contratos de DI desaceleraram a alta e terminaram a sessão regular perto das mínimas do dia.

"O mercado consegue tirar um evento de risco da frente e isso permite uma realocação das apostas", diz Matheus Gallina, da Quantitas. "As interpretações do comunicado ainda são mistas, mas o tom adotado, de forma geral, foi mais próximo do neutro", acrescenta.

No comunicado, o Federal Reserve relatou que a atividade continua a expandir num ritmo moderado. Os gastos dos consumidores até desaceleraram, reconheceu o banco, mas o investimento segue crescendo "fortemente" e o mercado de trabalho está firme. Do lado da inflação, o Fed enfatizou o fato de a meta de preços ser "simétrica" e apontou que os índices de preços se aproximaram do alvo de 2%. Dessa maneira, o BC americano manteve a faixa de juros entre 1,50% e 1,75%.

Para os analistas do banco ING, a reação do mercado ? com dólar e rendimento dos títulos do Tesouro americano mais baixos ? pode refletir "um sinal de decepção pelo fato de que o Fed não está mais positivo sobre a economia e a ameaça da inflação".

A volta da definição da inflação como simétrica, dizem os especialistas do ING, pode ser lida como uma forma de destacar a abordagem gradual do aperto monetário. O Fed avaliou a inflação para além das fraquezas temporárias e, portanto, fará o mesmo para picos temporários. "De qualquer forma, é improvável que o Fed seja muito ousado, pois há um longo caminho até a reunião do dia 13 de junho do Fomc."

Por ora, a leitura é de que os juros devem voltar a subir em junho nos EUA, mas o mercado toma uma trégua sobre o risco de um aperto mais duro no futuro e deve enfrentar novos testes ao longo dos próximos dias. Na sexta-feira (4), serão conhecidos os dados do relatório de empregos dos EUA e, na semana que vem, o índice de preços ao consumidor (CPI), que devem balizar as apostas.

No fim da sessão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 era negociado a 6,245% (de 6,225% no ajuste anterior), oDI janeiro/2020 apontava 6,990 (6,960%, no ajuste anterior), oDI janeiro/2021 marcava 8,000% (de 7,960%, no ajuste anterior), oDI janeiro/2023 registrava 9,190% (9,160% no ajuste anterior) e oDI janeiro/2025 tinha taxa de 9,710% (9,690% no ajuste anterior).

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