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Bancos investem quase R$ 20 bi em tecnologia em 2017

03/05/2018 13h25

Os gastos e investimentos em tecnologia dos bancos brasileiros reverteram dois anos consecutivos de quedas e avançaram 5% em 2017, chegando a R$ 19,5 bilhões, segundo a Febraban. A mudança de direção foi puxada pelo aumento nas compras de software.

A compra e o desenvolvimento de novos sistemas registraram alta de 17%, para R$ 9,8 bilhões, reflexo do avanço dos canais de atendimento digital e da maior adoção de tecnologias de inteligência artificial e análise de dados. "O desenvolvimento de software já representa metade dos investimentos feitos pelos bancos", disse Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban.

Segundo ele, outro item que contribuiu para a alta no uso de software foi o avanço na contratação de softwares usados pela internet, o chamado software como serviço.

Com o crescimento e o cenário de redução do orçamento do governo, os bancos empataram com 15% de participação do que foi aplicado em tecnologia no Brasil em 2017.

Na divisão entre gastos e investimentos, o ano de 2017 apresentou uma fatia maior para as novidades do que para a manutenção das operações. A proporção saiu de 28,5% dos recursos aplicados em investimentos em 2016 para 30,8% em 2017.

Na avaliação de Fosse, esse fenômeno deve se manter, ou até ser acentuado ainda por alguns anos. "Muitas tecnologias novas estão surgindo e os investimentos são feitos para potencializar essa inovação", disse.

No atendimento aos clientes, o ano de 2017 apresentou um avanço significativo das transações feitas por meio do celular, seguindo uma tendência dos últimos quatro anos. O avanço foi de 30%, para 25,6 bilhões, ou mais de um terço do total de 71,8 bilhões de transações. Um destaque desse avanço foi o aumento das transações financeiras, onde há movimentação de dinheiro: o salto foi de 70%, para 1,7 bilhão de operações.

De acordo com Fosse, isso aconteceu porque os bancos passaram a oferecer mais opções e os clientes também buscaram mais as comodidades oferecidas pelo canal móvel. Esse movimento é importante para os bancos porque é nas transações financeiras que as instituições têm condições de ganhar dinheiro - e não apenas incorrer em custos, como acontece nas transações de consulta de saldo e extrato, as não-financeiras.

A Contratação de empréstimos, por exemplo, teve seu uso mais que duplicado de 93 milhões para 225 milhões de operações.

Com mais operações feitas no celular, os saques tiveram queda de 4% nas agências e postos de atendimento (869 milhões de operações) e nos caixas eletrônicos (2,4 bilhões de operações). "As pessoas estão optando mais pelo digital", disse Fosse.

O número de agências caiu de 23,4 mil em 2016 para 21,8 mil em 2017.

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