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Brasil vê número de fusões e aquisições recuar em abril, diz TTR

03/05/2018 11h12

As operações de fusão e aquisição ocorridas no Brasil registraram uma queda de 29,3% em abril em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com relatório mensal da Transactional Track Record (TTR), elaborado em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados.

Foram registradas 65 transações de fusão e aquisição no Brasil no mês passado. Dessas operações, 28 tiveram seus valores revelados, somando R$ 21,2 bilhões, um aumento de 193,8% ante 2017.

O destaque do mês, segundo a TTR, foi a conclusão da compra 88,5% da Cremer pela CM Hospitalar, por R$ 506,7 milhões. O segmento de tecnologia apresentou o maior número de transações em abril, 15 no total, acompanhando o aumento de 50% das aquisições estrangeiras nos segmentos de tecnologia e internet.

No setor de capital privado, o número de operações caiu 75%, para dois acordos fechados, com um volume financeiro de R$ 28 milhões, queda de 94% ante mesma etapa de 2017. Na parte de capital de risco, houve 19 transações, queda de 21%.

No acumulado do ano, foram apurados 305 negócios, baixa de 14% em relação aos mesmos quatro meses de 2017. Deste total, 129 tiveram seus valores divulgados, somando R$ 85,8 milhões, aumento de 48%.

O setor de tecnologia apresentou o maior número de negócios entre janeiro e abril. Foram 68 operações, aumento de 10% na comparação com igual intervalo do ano passado. O número de operações no segmento financeiro e de seguros ficou estável na comparação anual, em segundo lugar no ranking do TTR, com 34 negócios.

Em terceiro lugar ficou saúde, higiene e estética, com 30 operações (-14%), seguida pelo grupo consultoria, auditoria e engenharia - 23 operações, baixa de 28%.

Os Estados Unidos foi o país com o maior número de aquisições no mercado brasileiro, com 25 operações, e o Japão ficou em primeiro lugar em termos de valores investidos em empresas brasileiras, com um aporte total de R$ 3,8 bilhões. O valor foi puxado pela compra da fabricante de compressores Embraco, que pertencia à fabricante de eletrodomésticos Whirlpool, por US$ 1 bilhão.

A China e a Suíça também ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão em investimentos, aportando R$ 1,9 bilhões e R$ 1,3 bilhões, respectivamente.

No ranking de assessores financeiros por valor de transações, considerando os quatro primeiros meses do ano, o líder foi o BTG Pactual (R$ 52 bilhões), seguido por Riza Capital (R$ 42 bilhões) e Morgan Stanley (R$ 40 bilhões).

O líder entre os assessores jurídicos é o escritório Cescon, Barrieu Flesch & Barreto Advogados (R$ 46,6 bilhões), seguido por Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados (R$ 42,3 bilhões) e TozziniFreire Advogados (R$ 38,7 bilhões).

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