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Tendência é de queda no mercado de metais, diz Commerzbank

03/05/2018 10h35

A maioria dos metais não ferrosos tem boa perspectiva de equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional, mas a expectativa é de que haja uma correção para baixo em seus preços até o fim de 2018, diz o banco alemão Commerzbank, em relatório divulgado nesta quinta-feira (3).

Para o alumínio, a situação é um pouco mais complicada. A commodity disparou em meados do mês passado e terminou abril com alta de quase 10%, mas não por conta dos fundamentos, e sim dos temores de investidores quanto à falta do metal por conta das sanções dos Estados Unidos à Rusal, da Rússia.

Para o Commerzbank, a China garante, ao menos por enquanto, que as necessidades mundiais de alumínio estejam mais que supridas. A previsão do banco é de que o preço, atualmente em US$ 2.350 por tonelada, caia para algo próximo a US$ 2.100 até o últimos trimestre de 2018.

No caso do cobre, o excesso de 43 mil toneladas de refinado no ano, previsto pelo International Copper Study Group (ICSG), entidade mundial do setor, seria o primeiro em nove anos, explica o Commerzbank. Isso assusta o mercado, afirma.

Há uma possibilidade de interrupção da oferta no Chile, pela indefinição no dissídio entre Escondida, maior mina de cobre do mundo controlada por BHP Billiton e Rio Tinto, mas nem o ICSG, nem o banco alemão creem nessa possibilidade. Os analistas do Commerzbank calculam o preço caindo de US$ 6.920 hoje para US$ 6.500 no fim de 2018.

O níquel, por sua vez, continua com perspectiva de equilíbrio entre oferta e demanda, diz o relatório. O International Nickel Study Group (INSG) enxerga déficit próximo a 117 mil toneladas no ano, o mesmo de 2017. Mas a demanda, especialmente de baterias, tem impulsionado a cotação, explica o Commerzbank.

A alta de abril, contudo, próxima a 5%, também não foi baseada em fundamentos econômicos, como no caso do alumínio. Os investidores correram para comprar o metal na preocupação de sanções americanas atingirem também a russa Norilsk Nickel.

"A correção desse efeito e o fato de acreditarmos que os agentes do mercado vivem euforia quanto à demanda por baterias faz com que nossa previsão seja de queda no segundo semestre", afirma o banco, que calcula nível de US$ 13 mil no último trimestre, ante US$ 14.150 atualmente.

O déficit mundial para o zinco também segue forte, acrescenta o texto, mas a confiança dos investidores parece ter desandado. Notícias não confirmadas de que a China pretende lançar no mercado estoques contidos têm pressionado a cotação.

Além disso, o International Lead and Zinc Study Group (ILZSG) prevê que a falta do metal será menor que o esperado em 2018, de 263 mil toneladas. Isso porque agora a projeção é de que a demanda avance 1,8%, enquanto a produção subirá 3,6%. O preço, que se encontra hoje em US$ 3 mil, pode cair para US$ 2.900 no quarto trimestre, diz o Commerzbank.

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