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Dólar em alta coloca Ibovespa de volta nos 82 mil pontos

A alta sequencial do dólar, fruto do crescimento da percepção global de risco e um movimento de saída de ativos emergentes, levou o Ibovespa de volta aos 82 mil pontos.

Nem mesmo em dia de ganhos para a Petrobras o índice conseguiu resistir à pressão e, após ajustes, caiu 0,49%, aos 82.714 pontos, depois de ir à mínima nos 82.602 pontos.

O giro financeiro do índice, de R$ 7,5 bilhões, demonstra que, embora o câmbio seja motivo de preocupação, ainda não está levando o investidor a desmontar posições. A crescente cautela para ativos de risco, no entanto, atingiu o mercado de forma generalizada.

Mesmo a Petrobras, que segurou o Ibovespa no campo positivo até o começo da tarde, acabou perdendo a intensidade. A ação preferencial da estatal subiu 1,71%, a R$ 22,65, com giro de R$ 1,1 bilhão ? na máxima do dia, porém, a ação chegou a bater alta de 4%. O papel ordinário da Petrobras subiu 3,56%, a R$ 24,74, depois de avançar 5,7% na máxima. Ação de maior participação no Ibovespa depois do rebalanceamento da carteira, a Vale ON cedeu 0,93%, a R$ 49,24.

"O que fez a bolsa melhorar o desempenho no começo do ano foi o fluxo de estrangeiros e agora é a saída desse investidor que está pesando", afirma um operador. "O dólar incomoda, não se sabe onde vai parar esse movimento. A que preço o investidor vai entrar e sair da bolsa? Ele não tem clareza. Então, é melhor não ficar exposto."

A perda de força das bolsas no exterior também colaborou para a falta de incentivo para o Ibovespa hoje. Em Wall Street, os índices acionários fecharam no azul, mas, mesmo assim, longe das máximas.

Para outro profissional de mercado, a diferença dos ganhos das ações ON e PN da Petrobras acompanha as menores oportunidade em operações compradas na PN antes do balanço, que sai amanhã antes da abertura do mercado. Desde o início de abril, a diferença de preço entre a PN e a ON cresceu, com as apostas de que a Petrobras poderia voltar a distribuir dividendos.

"Pelo que pudemos perceber, estão crescendo leituras de que a Petrobras pode não pagar dividendos agora ou, se pagar, a PN pode não ter tanta vantagem assim", diz a fonte. "A ON está zerando o 'gap' contra a PN que se abriu de abril para cá, quando a discussão sobre pagamento de dividendos começou."

Na ponta negativa, a Eletrobras acentuou as perdas: a ON caiu 9,15% e a PNB cedeu 8,07%. Entre os investidores, repercutiu mal a indicação da estatal de que o prazo final de operação de venda das suas distribuidoras pode ser postergado.

Em entrevista ao repórter Rodrigo Polito, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, disse que a companhia pode adiar o prazo de 31 de julho estabelecido pela assembleia de acionistas para a venda das seis distribuidoras. No fim de abril, reportagem do Valor havia mostrado que a venda dessas controladas é o que ainda sustentava as posições de alguns fundos nas ações.

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