ipca
0,48 Set.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Ibovespa tem alta modesta e dólar supera R$ 3,54 seguindo cena externa

07/05/2018 13h53

O Ibovespa mantém-se no campo positivo nesta segunda-feira, mas sem força para uma recuperação mais ampla após a queda acumulada ao longo da semana passada. Embora os papéis da Petrobras operem emalta, influenciados por fatores conjunturais e corporativos, os investidores seguem cautelosos em relação à escalada do dólar e à ausência de notícias que justifiquem o restabelecimento de posições.

Por volta de 13h40, o Ibovespa subia 0,19%, aos 83.279 pontos. O dia é de baixa volatilidade.Petrobras PN ganhava 2,92% e Petrobras ON avançava 4,69% são os destaques no pregão que antecede a divulgação do balanço da companhia.Também contribui para dar fôlego aos papéis a alta do preço do petróleo nos mercados internacionais.

No exterior, agenda econômica esvaziada de eventos de maior relevância faz com que os mercados globais operem em ritmo reduzido ? em Nova York, os principais índices acionários também apresentam altas moderadas desde a abertura.

Nesse contexto de cautela, o setor bancário ? um dos principais influenciadores da forte queda do Ibovespa na semana passada ? apresenta variações pouco expressivas hoje. Itaú Unibanco PN avançava 0,76% e Banco do Brasil ON ganhava 0,94%, enquanto Bradesco PN cedia 0,03%.

Além de Petrobras, subiam MRV ON (+3,93%) e Cyrela ON (+3,24%), após o Credit Suisse elevar as recomendações e preços-alvo das duas empresas ? a MRV divulga seus resultados trimestrais hoje, depois do fechamento do mercado.

Na ponta oposta, Eletrobras PNB (-6,61%) e Eletrobras ON (-5,72%) lideram as perdas e zeram parte dos ganhos acumulados na semana passada. Além dela, Sabesp ON (-3,40%) também recua forte, reagindo à saída de Jerson Kelman da presidência da companhia ? o governo do Estado indicou Karla Bertocco, subsecretária de parcerias e inovação, para o comando da empresa.

Câmbio

A semana começa com o dólar em nova alta frente ao real, rondando a taxa de R$ 3,55, ainda perto dos maiores níveis em cerca de dois anos. A moeda americana estende sua série de ganhos não só no Brasil, mas também no mundo, ampliando a recuperação enquanto os preços do petróleo tornam a bater máximas desde 2014. Na sexta-feira passada, o dólar fechou na casa de R$ 3,52.

O fortalecimento conjunto de dólar e petróleo é algo incomum e representa mais uma dentre tantas quebras de correlações ocorridas nos últimos tempos.Em condições normais, a alta do petróleo é benéfica para um relevante conjunto de moedas emergentes, como o real. Mas desta vez os ganhos têm sido amparados não por demanda e, sim, por receios de oferta, fruto de tensões geopolíticas. Isso eleva as preocupações de que a valorização da commodity pressione a inflação em países ricos, movimento que jogaria a favor de mais aperto monetário num momento em que os mercados precisam lidar com renovadas expectativas de altas de juros nos Estados Unidos.

O real já está nas mínimas em cerca de dois anos, enquanto o rublo da Rússia - um dos maiores produtores e exportadores globais de petróleo - opera em torno do ponto mais baixo desde o fim de 2016, a despeito do salto de 14% do barril do petróleo Brent, que oscila nas máximas desde 2014.

Mesmo moedas asiáticas, consideradas mais estáveis, têm sentido a valorização do dólar. A rupia da Indonésia rompeu hoje a marca psicológica de 14 mil rupias por dólar pela primeira vez desde 2015. E a rupia indiana orbita os menores níveis em cerca de um ano e meio.

No Brasil, a recuperação global do dólar, que tem surpreendido analistas, pegou o câmbio num momento já de maior sensibilidade, à medida que ganha corpo a corrida eleitoral. Cresce o número de analistas que veem pressão adicional sobre o real conforme se aproximam as eleições de outubro. E, assim, mais profissionais passam a considerar em seus cenários a possibilidade de o dólar voltar a romper a marca de R$ 4.

Às 13h43, o dólar comercial subia 0,66%, a R$ 3,5461. Na máxima, foi a R$ 3,5576.Em maio, a moeda já ganha 1,30%, ampliando a alta no ano para 7%.

Juros

As taxas dos contratos de DI voltam a operar em alta nesta segunda-feira, em meio à nova rodada de pressão no câmbio. De acordo com profissionais de mercado, a escalada do dólar expõe as vulnerabilidades das economias emergentes e eleva o risco sobre uma postura mais dura dos respectivos bancos centrais.

A elevação de juros na Argentina, a 40% ao ano, é o caso mais emblemático dos riscos em torno da dinâmica entre câmbio e juros. A autoridade monetária argentina decidiu atuar para conter a depreciação da moeda local, que tem perda acumulada de 14% em 2018. O risco de contágio ou de um movimento semelhante em outros emergentes é limitado, afirmam os especialistas, mas evidenciam um momento de maior cautela.

A realidade brasileira é bem diferente da argentina. A estrutura da economia no país - seja pelas reservas cambiais ou pelas contas externas robustas - evita a necessidade de atuar na política monetária para afetar a cotação do real. Ainda assim, nas últimas sessões, os investidores têm assumido uma posição mais defensiva e as chances de cortes da Selic em maio foram ajustadas.

A agenda desta semana traz os dados da inflação medida pelo IPCA de abril, que serão divulgados na quinta-feira. Por ora, a leitura entre analistas é de que a inflação segue bem comportada, enquanto a atividade mostra uma recuperação apenas gradual, o que mantém o espaço para o corte final da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne na semana que vem.

Às 13h46, DI janeiro/2019 marcava 6,285% (6,275% no ajuste anterior); oDI janeiro/2020 apontava 7,100% (7,060% no ajuste anterior) e oDI janeiro/2021 marcava 8,090% (8,040% no ajuste anterior). ODI janeiro/2023 tinha 9,260% (9,230% no ajuste anterior) eDI janeiro/2025 registrava 9,760% (9,730% no ajuste anterior).

Newsletters

Receba dicas para investir e fazer o seu dinheiro render.

Quero receber

Mais Economia