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Pressão externa interrompe trégua e dólar volta a subir para R$ 3,54

07/05/2018 10h29

O dólar retoma a trajetória de alta nesta segunda-feira, depois de duas sessões seguidas de ajustes de baixa. A trégua no mercado brasileiro é interrompida com nova onda de pressão externa, que conta com alta generalizada da moeda americana nas praças internacionais.

O pano de fundo do movimento conta com o debate sobre o ritmo de aperto monetário do Federal Reserve (Fed, banco central americano), além de preocupações geopolíticas. Mesmo com dados mais fracos do relatório de empregos dos EUA na última sexta-feira, voltam a crescer as apostas para uma postura mais dura da autoridade monetária americana. Nesta manhã, a probabilidade de, pelo menos, quatro altas de juros no total de ano sobe para 45%, ante 40,5% na sessão anterior.

As moedas emergentes tendem a ser mais afetadas por uma postura agressiva do Fed. Numa lista de 33 divisas globais, o real brasileiro tinha um desempenho de meio de tabela, mas ainda bem próximo dos pares emergentes.

Diante da escalada da moeda americana, as instituições financeiras já revisam suas projeções para este ano. De acordo com o Boletim Focus, a cotação do dólar esperada para o fim de 2018 subiu para R$ 3,37, ante R$ 3,35 na leitura anterior. É o terceiro avanço consecutivo da estimativa.

Por volta das 10h30, o dólar comercial tinha alta de 0,66%, a R$ 3,5467.

O contrato futuro para junho, por sua vez, subia 0,27%, a R$ 3,5490.

O avanço do dólar também se estende para os juros futuros, que sobem nesta manhã. ODI janeiro/2019 operava a 6,285% (6,275% no ajuste anterior) e oDI janeiro/2020 avançava a 7,080% (7,060% no ajuste anterior). ODI janeiro/2021 subia a 8,070% (8,040% no ajuste anterior) enquanto oDI janeiro/2023 tinha alta a 9,250% (9,230% no ajuste anterior). ODI janeiro/2025 marcava 9,750% (9,730% no ajuste anterior).

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