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Petrobras encerra trimestre com R$ 70 bilhões em caixa

08/05/2018 08h45

(Atualizada às 16h04) A geração de caixa operacional da companhia somou R$ 22,22 bilhões no primeiro trimestre de 2017, queda de 4,3% na comparação anual. Ao fim de março, a Petrobras tinha R$ 70,27 bilhões em caixa, ante R$ 80,73 bilhões ao fim de 2017. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (8), no balanço do primeiro trimestre do ano.

Segundo a companhia, o desembolso para pagamento da primeira parcela do acordo para encerrar a ação coletiva nos Estados Unidos afetou o fluxo de caixa livre, que foi de R$ 12,99 bilhões, 3% inferior na comparação anual. A contratação de opções de venda para proteger o preço de parte da produção de petróleo também afetou essa cifra.

O resultado financeiro líquido da companhia foi negativo em R$ 7,25 bilhões no trimestre, refletindo receitas financeiras da ordem de R$ 1,1 bilhão e despesas de R$ 5,85 bilhões, além do efeito de câmbio, de R$ 2,5 bilhões.No primeiro trimestre de 2017, o resultado financeiro tinha vindo negativo em R$ 7,7 bilhões.

Segundo a estatal, as vendas de ativos devem gerar US$ 11 bilhões para o caixa da empresa em 2018, informou a gerente de relações com investidores da companhia, Isabela Rocha, também emteleconferência com analistas.A Petrobras informou que recebeu R$ 7,5 bilhões pela venda de ativos no primeiro trimestre.

Itens especiais

A estatal petrolífera registrou um ganho de R$ 2,71 bilhões com os chamados "itens especiais", ante uma perda de R$ 542 milhões apurada no mesmo intervalo do ano passado.

Os itens especiais incluem efeitos não recorrentes para a companhia, como ganhos com venda de ativos, baixas contábeis, despesas com planos de demissão voluntária, ajustes em planos de pensão e multas. Essa linha vinha sendo a grande responsável pelos prejuízos da Petrobras nos últimos quatro anos.

Nos últimos três meses de 2017, por exemplo, a estatal teve uma perda de R$ 14,59 bilhões com os itens especiais.

No primeiro trimestre, o ganho de R$ 3,26 bilhões com as vendas de ativos ajudaram a compensar outros efeitos negativos, como a baixa por redução ao valor recuperável de R$ 64 milhões, a despesa de R$ 408 milhões com recebíveis do setor elétrico, e a despesa de R$ 261 milhões com contingências judiciais.

No lado positivo, a receita com multa contratual pela não concretização da venda da Liquigás somou R$ 286 milhões.

Alavancagem

O endividamento líquido da companhia chegou a R$ 270,71 bilhões no fim de março, queda de 3,6% ante o endividamento do fim de dezembro, de R$ 280,75 bilhões. No fim de março do ano passado, a cifra tinha chegado a R$ 300,98 milhões.

Com isso, a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu 3,52 vezes, ante 3,67 em dezembro de 2017. A meta da companhia é chegar a uma alavancagem inferior a 2,5 vezes até o fim de 2018.

Em dólares, a dívida líquida da estatal somou US$ 81,45 bilhões, ante US$ 94,99 bilhões no fim de março do ano passado. Em dezembro, a dívida em dólares era de US$ 84,87 bilhões.

Segundo a companhia, o desembolso da primeira parcela do acordo para encerrar a ação coletiva, e os valores provisionados para isso, afetaram o resultado.

O acordo visa encerrar todas as demandas atualmente em curso e que poderiam vir a ser propostas por investidores em ações e bônus da Petrobras adquiridos nos Estados Unidos. Sem o acordo da 'class action, o índice dívida líquida/Ebitda ajustado seria de 3,07, afirmouo presidente da Petrobras, Pedro Parente, em coletiva de imprensanesta terça-feira (8)para anúncio dos resultados.

Investimentos

A Petrobras investiu R$ 9,23 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 6,4% na comparação anual. Desse total, 96% foram voltados para a área de exploração e produção da companhia.Em 2018, seriamUS$ 17 bilhões em 2018.

Desde 2016, a estatal vem apresentando cortes em seu Plano de Negócios e Gestão, com o objetivo de se adequar aos patamares de câmbio e do preço do petróleo. A estatal prevê, entre 2018 a 2022, investimentos de US$ 74,5 bilhões.

Na coletiva de imprensa, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, disse que a redução dos investimentos se deu em função da postergação de alguns pagamentos a fornecedores.Segundo a executiva, a redução não é "exatamente sazonal" e não vai se refletir no avanço dos projetos de desenvolvimento da produção da companhia previstos para o ano.

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