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AB InBev se apega à Copa para vender mais cerveja nos próximos meses

Carlos Brito, presidente da AB InBev, disse nesta quarta-feira (9) que espera um crescimento acelerado em vendas no México, na Colômbia e na Argentina nos próximos trimestres, impulsionado em parte pela realização da Copa do Mundo na Rússia, entre os meses de junho e julho.A Budweiser, uma das marcas da multinacional belgo-brasileira, é patrocinadora oficial da Copa do Mundo da Fifa em 2018.

Ontem (8), a companhia já havia anunciado que planeja um investimento recorde em publicidade nesta Copa, embora não tenha revelado o valor. Na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, o montante aplicado em vendas e marketing foi de US$ 1,94 bilhão.

Na Argentina, as vendas da companhia cresceram um dígito alto, segundo Brito, graças ao reposicionamento das duas principais marcas no país, a Quilmes e a Brahma. O executivo disse ver espaço para uma aceleração do crescimento no país, com a ampliação da oferta de embalagens e da distribuição das marcas no país.

"Na Argentina, a participação de mercado da Budweiser está perto de 5%. Com as ações relacionadas à Copa do Mundo da Fifa, há potencial para expandir o consumo no país", afirmou Brito,durante teleconferência com analistas a respeito dos resultados do 1º trimestre.

O executivo considera que a Copa do Mundo ajudará a estimular o consumo de cerveja em vários países. A companhia fará ações de marketing e publicidade em mais de 50 mercados onde a marca Budweiser está presente. "A Copa deve estimular o consumo em países que são apaixonados pelo futebol, como Brasil e Argentina, e também em novos mercados, como Austrália, Equador e Peru", disse Brito.

Na Colômbia, as vendas da companhia cresceram 12,1% em receita no primeiro trimestre, principalmente com avanços nas vendas da Budweiser e da Corona. "Colômbia e México também são países com grande amor ao futebol, e já estão crescendo. Não há motivo para uma mudança na tendência agora", disse Brito.

No México, as vendas cresceram dois dígitos, segundo a companhia, impulsionadas pelas marcas Corona, Michelob e por marcas regionais.

Brasil

No primeiro trimestre, a companhia apresentou queda de 1,8% em receita no Brasil, com recuo de 8,1% na venda de cerveja e de 19,4% nas vendas de bebidas não alcoólicas.

"Em relação ao Brasil estamos confiantes em relação ao futuro. Acreditamos que o volume de vendas vai crescer no segundo trimestre, com a recuperação do consumo no país e com os eventos relacionados à Copa do Mundo da Fifa", afirmou Brito.

Segundo o executivo, a Ambev, controlada da AB InBev, fez avanços na estratégia comercial, com o lançamento de uma nova identidade visual para a Antarctica, e iniciativas para melhorar a distribuição de produtos em diferentes embalagens, para atender consumidores em diferentes ocasiões de consumo.

No trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no Brasil cresceu 5,5%, com expansão na margem Ebitda de 2,91 pontos percentuais, para 41,6%.

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