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Dólar bate R$ 3,60 e juros longos avançam

09/05/2018 10h07

(Atualizada às 11h01) O dólar ganha força no mercado brasileiro e já encosta no nível de R$ 3,60, deixando o real com o pior desempenho diário entre as principais divisas globais.

A sinalização do presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, de que ainda há espaço para novo corte de juros no Brasil contribui para esse movimento de enfraquecimento do real.

De acordo com alguns profissionais de mercado, a queda da taxa básica de juros no Brasil enquanto os juros sobem nos Estados Unidos diminui a atratividade para investimentos em real. E um novo corte da taxa poderia intensificar os movimentos contrários à moeda brasileira.

Em entrevista à "Globonews" ontem à noite, Ilan afirmou que o importante para a decisão a ser tomada sobre juros na semana que vem é a inflação e as expectativas de inflação. "É muito importante saber o que o BC, num regime de metas de inflação, olha. Olha para a inflação, para expectativas de inflação, a atividade", disse. " É isso que importa para a decisão."

O dirigente teria minimizado a recente escalada do dólar e seus efeitos para a política monetária, afirma o estrategista-chefe do banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno. Por isso, o corte final da Selic na decisão do Copom de 16 de maio parece ter sido preservado. Por outro lado, o sinal de queda da taxa pode "exacerbar" a pressão do câmbio, o que explica o comportamento do real hoje.

Na máxima do dia, por ora, o dólar tocou R$ 3,6011. Por volta das 11 horas, a divisa estava cotada a R$ 3,5986, em alta de 0,79%.

Essa pressão do câmbio também explica o avanço dos juros mais longos, sob o risco de que uma disparada do dólar possa ter efeitos contracionistas na economia no futuro, piorando o ambiente de negócios para ativos de risco. Já os juros curtos voltam a cair, com atenções voltadas para o próximo passo do Copom para corte da Selic.

O DI janeiro/2019 cedia a 6,310% (6,330% no ajuste anterior); oDI janeiro/2020 subia a 7,340% (7,270% no ajuste anterior) e oDI janeiro/2021 avançava a 8,420% (8,290% no ajuste anterior). O DI janeiro/2023 tinha alta a 9,640% (9,480% no ajuste anterior) e oDI janeiro/2025 registrava 10,150% (9,970% no ajuste anterior).

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