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Petrobras e exterior puxam alta do Ibovespa

Embalado pela alta da Petrobras, o Ibovespa recuperou o patamar dos 84 mil pontos. A alta do petróleo e o resultado considerado positivo impulsionaram as compras do papel. Segundo relatos, houve ampliação de posições de Petrobras em alguns fundos, assim como investidores que montaram posições vendidas foram levados a zerar essas operações. O interesse foi tamanho que o volume de negócios com o papel alcançou hoje os maiores níveis de 2014.

O Ibovespa fechou com ganho de 1,58%, aos 84.265 pontos, depois de bater a máxima nos 84.447 pontos no intradia. O giro, superior à média dos pregões no ano, foi de R$ 11,7 bilhões.

A ação da Petrobras intensificou os ganhos, em uma onda de notícias positivas para a companhia e um interesse generalizado em ampliar a exposição aos papéis. A ON da empresa, maior alta hoje, subiu 10,02%, com giro de R$ 776 milhões, enquanto a PN avançou 7,94%, com giro de R$ 2,83 bilhões. Esse giro é o maior desde outubro de 2014, logo depois da reeleição de Dilma Rousseff à Presidência. Mas, na ocasião, foi a onda vendedora que inflou os negócios.

Além do petróleo em alta, que afeta diretamente as receitas da estatal, uma gama de relatórios de grandes bancos de investimento destaca os números fortes no primeiro trimestre. Além disso, os ganhos com o programa de desinvestimentos permanecem no radar, depois que a Petrobras anunciou hoje ter iniciado negociações com a Acron para a venda de participação em ativos de fertilizantes.

As preocupações com o movimento de fortalecimento do dólar, no entanto, ainda rondam os negócios. Operadores mencionam que a oportunidade de preços aberta depois de cinco pregões em queda ? todos os de maio, exceto ontem ? instiga o investidor a voltar à bolsa. A sustentabilidade desse movimento, no entanto, ainda gera dúvidas.

A alta do dólar atinge em cheio alguns papéis. De um lado, a Gol (-9,85%) é pressionada pelo avanço do dólar e do petróleo porque esses dois elementos afetam os custos da companhia, enquanto as receitas são mensuradas em reais. No sentido oposto, Suzano (+7,18%) e a Vale (+2,15%) são companhias que entram nas opções de "hedge" (proteção) das carteiras agora, diante da desvalorização do câmbio.

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