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Lucro da Azul dispara no trimestre, mesmo com aumento do combustível

10/05/2018 08h41

(Atualizada às 13h28) A Azul, terceira maior companhia aérea do país, registrou no primeiro trimestre deste ano lucro líquido de R$ 210,5 milhões, valor quase quatro vezes maior que os R$ 58,4 milhões apurados um ano antes.

O desempenho foi determinado em parte pela melhora do resultado operacional, com incremento de receitas superior ao ritmo do avanço das despesas e, em parte, por ganhos financeiros e contábeis.

A receita líquida da Azul nesse período de comparação cresceu 17,8%, para R$ 2,213 bilhões. No transporte de passageiros, a empresa faturou 18% mais, somando vendas de R$ 2,111 bilhões.

Esse desempenho foi determinado pelo avanço do indicador passageiros-quilômetros transportados (RPK, na sigla em inglês), que aumentou 13,4%, frente a um aumento de 12,2% na capacidade, levando a uma taxa de ocupação de 82,2%, um ponto percentual maior que o primeiro trimestre de 2017.

A Azul apurou ainda expansão no yield ? quanto recebe em média por assento vendido a cada quilômetros voado ? de 4,1% na comparação anual, resultando em um aumento de 5,1% na receita média por passageiro embarcado (Prask). A tarifa média praticada pela empresa entre janeiro e março deste ano foi 18% maior que um ano antes, chegando a R$ 376.

As outras receitas subiram em 14,8%, ou R$ 13,1 milhões, principalmente devido ao aumento de 61% nas receitas de cargas, que foi compensado em parte pela redução da receita com subarrendamento de aeronaves - de R$ 29,5 milhões no primeiro trimestre de 2017 para R$ 25 milhões em 2018.

No lado dos custos, a Azul apurou aumento de 16,1% no total de custos e despesas operacionais, somando R$ 1,937 bilhão.

O aumento de 23,9% no item combustível de aviação, que representou R$ 577,2 milhões, foi o item que mais pesou nas despesas da Azul no primeiro trimestre.

Como a receita cresceu mais que a despesa, o lucro antes de juros e impostos (Ebit) da companhia melhorou em 31,9%, atingindo R$ 275,9 milhões, o que elevou a margem Ebit de 11,1% para 12,5%.

Além da melhora do desempenho operacional, a Azul contou com significativos ganhos financeiros e contábeis para amparar o forte crescimento na última linha do balanço.

No primeiro trimestre de 2018, a empresa registrou um ganho de R$ 57,9 milhões, principalmente aos R$ 53,8 milhões relacionados ao aumento do valor justo dos títulos que a empresa tem na TAP, a companhia aérea lusa na qual a companhia brasileira tem uma participação acionária por meio de bônus conversíveis em 41,25% do valor econômico da empresa aérea de Portugal.

A Azul se beneficiou ainda de receitas financeiras que aumentaram 54,3%, totalizando R$ 12,4 milhões, principalmente em decorrência do aumento no caixa, equivalentes de caixa, aplicações financeiras circulantes e não circulantes, que passou de R$ 1,517 bilhão, em 31 de março de 2017, para R$ 2,277 bilhões, em 31 de março de 2018.

A companhia aérea ainda tirou proveito de despesas financeiras menores, que recuaram em 35,8%, para R$ 89,4 milhões, em decorrência da redução, de 8,8%, no saldo da dívida bruta, totalizando R$ 3,387 bilhões, em 31 de março de 2018, comparado com R$ 3,716 bilhões, em 31 de março de 2017, o que levou a despesas financeiras mais baixas.

A Azul cita ainda a redução do CDI médio no período, passando de 12,1% para 6,6% e o gasto relacionado a adiantamentos de recebíveis de cartão de crédito, de R$ 20,2 milhões para R$ 2,4 milhões como fatores para melhora das linhas financeiras da empresa no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2017.

A aérea ainda teve o lucro líquido alimentado por instrumentos financeiros derivativos, que resultaram em um ganho de R$ 13,5 milhões no primeiro trimestre de 2018 em comparação à perda, de R$ 52,2 milhões, no mesmo período do ano passado, devido principalmente ao ganho das operações de hedge de combustível, câmbio e juros, disse a empresa.

O resultado financeiro líquido da Azul caiu 59,3% no trimestre findo em março deste ano, recuando para R$ 63,7 milhões.

Margem

A Azul manteve o "guidance" (estimativas de resultados) para 2018.

A empresa espera ter uma margem Ebit entre 11% e 13%.

Para a capacidade, a Azul projeta aumentar a oferta ? em assentos-quilômetros disponíveis (ASK, na sigla em inglês) ? de 17% a 20%, sendo de 8% a 10% o incremento nas rotas domésticas e de 55% a 60% a ampliação nos voos internacionais.

Parte do crescimento da oferta está sendo determinada pela troca de aviões Embraer, com até 100 lugares, por modelos Airbus, com mais de 160 assentos.

A empresa está recebendo este ano oito A320neos e um A330neo, retirando de frota sete jatos E-195, da Embraer.

Com isso, a companhia aérea baseada em Barueri (SP) planeja finalizar 2018 com 124 aeronaves operacionais ? duas a mais que em 2017.

Em 31 de março de 2018, a Azul possuía uma frota operacional de 120 aeronaves, composta por 66 E-Jets, da Embraer, 33 aviões turboélices da ATR, 14 aeronaves A320neos e sete A330s, modelos da Airbus, com idade média de 5,6 anos.

Já a frota contratual da Azul totalizou 146 aeronaves, das quais 26 estavam sob arrendamento financeiro e 120 sob arrendamento operacional.

As 26 aeronaves não incluídas em nossa frota operacional consistem em 15 aeronaves subarrendadas para a TAP, quatro E-Jets e sete ATRs em processo de saída de nossa frota.

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