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Nosso objetivo é colocar, pela 1ª vez, o MDB na oposição, diz Boulos

10/05/2018 11h48

O pré-candidato do Psol à Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que pretende transformar o MDB em oposição pela primeira vez na República, se for eleito.

Boulos recebeu na noite desta quarta-feira (9) o apoio de professores universitários, pesquisadores e estudantes do ensino superior no lançamento de um manifesto de apoiadores da academia à sua candidatura, na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.

O manifesto de professores e pesquisadores de diversas universidades do país começou a circular na semana passada e tem mais de 400 assinaturas.

Ao falar para dezenas de estudantes que lotaram o pátio entre os prédios da Geografia e História, na USP, Boulos disse que a esquerda "não pode ocupar papel de boia de salvação de sistema político que já faliu" e defendeu um "modelo de governabilidade de aliança com o povo". "Queremos colocar o PMDB na oposição pela primeira vez na República."

Boulos afirmou que sua candidatura é para "resgatar a esperança e solidariedade" e para combater o avanço do conservadorismo no país. "A gente tá disputando não é para marcar posição, é para vencer. É para disputar mentes e corações."

Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Boulos foi recebido com gritos de "Eu não abro mão do presidente que faz ocupação". Depois da palestra, foi cercado pelos estudantes para tirar fotos.

O pré-candidato do Psol defendeu a descriminalização das drogas, a legalização do aborto e a desmilitarização da polícia. Boulos disse ainda que, se eleito, uma de suas primeiras medidas será fazer plebiscito popular para revogar medidas do governo Michel Temer, como o teto dos gastos, a reforma trabalhista e a reforma do ensino médio, que foi feita por meio de Medida Provisória.

Boulos disse que pretende fazer uma política econômica que cobre impostos mais altos de quem ganha mais e disse que, se o mercado financeiro "ficar nervoso, que vá tomar Rivotril".

"Se foi possível em outro momento um ganha-ganha, neste momento não é mais. O Brasil está em crise econômica profunda. Não tem margem para conciliação."

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