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Europa puxa lucro da ArcelorMittal no trimestre

A alta dos preços internacionais do aço, maiores volumes de venda e ganhos mais robustos de suas controladas e coligadas levaram a ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, a um crescimento de 19% no lucro líquido atribuído a controladores do primeiro trimestre, quando comparado aos mesmos meses de 2017. A cifra foi a US$ 1,19 bilhão, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (11).

A empresa elevou a receita líquida no período em 19,3%, para US$ 19,19 bilhões, com evolução principalmente em suas operações da Europa. A companhia produziu 1,3% menos aço, ou 23,3 milhões de toneladas, mas as vendas avançaram 0,9% na mesma comparação, para 21,3 milhões de toneladas, enquanto as de minério de ferro a preços de mercado subiram 4,6%, para 9,1 milhões de toneladas.

O Brasil foi grande destaque do resultado. A partir de suas unidades no país, foram embarcadas ? seja no mercado interno ou no externo ? 2,48 milhões de toneladas de aço, 11,5% de expansão. Puxou essa forte alta um aumento de 26,4% do volume de aços longos comercializados, para 1,1 milhão de toneladas. No segmento de planos, o incremento foi de 2,6%, para 1,4 milhão de toneladas.

Com isso, a receita brasileira da ArcelorMittal ficou 23,5% maior no trimestre, em US$ 1,99 bilhão. A rentabilidade também melhorou na região. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 50,4%, para US$ 370 milhões, com a margem indo de 15,3% para 18,6%. Isso porque não só as vendas aumentaram, mas também o preço médio praticado: 10,9% a mais, em US$ 752 por tonelada.

No Nafta, que reúne Canadá, Estados Unidos e México, as vendas caíram 0,9%, para 5,56 milhões de toneladas, mas a receita líquida teve alta de 6,6%, para US$ 4,75 bilhões, principalmente porque o preço médio avançou em 8,3%, para US$ 779 por tonelada. A imposição de sobretaxas à importação de aço nos EUA tem ajudado na disparada da cotação do aço por lá. O Ebitda recuou 16%, para US$ 440 milhões.

Enquanto isso, o grupo siderúrgico vendeu 10,7 milhões de toneladas a partir da Europa, incremento de 4,8%. A receita avançou 29,4%, para US$ 10,64 bilhões, na esteira da maior valorização do produto entre suas operações, de 23,4% para US$ 801 a tonelada. O Ebitda ficou 14,9% maior, em US$ 1,04 bilhão.

Com isso e uma melhora também nas outras unidades ? como na Ásia ?, a ArcelorMittal registrou Ebitda de US$ 2,5 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 12,6%. O indicador por tonelada foi a US$ 118, após subir 11,3%. Mas como esse ganho foi menor do que o de receita, a margem recuou de 13,9% há um ano para 13,1%.

Votorantim

A companhia informou que a incorporação dos ativos da Votorantim Siderurgia no Brasil, adquiridos recentemente após o cumprimento de algumas exigências do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vai gerar sinergias anuais de US$ 110 milhões.

Assim, o grupo siderúrgico consegue embolsar ganhos relevantes mesmo depois de ter que se desfazer das operações de Cariacica (ES) e Itaúna (MG) ? o que gerou uma baixa contábil de US$ 86 milhões no balanço ? e de equipamentos de trefilaria.

Para se ter uma ideia do tamanho do benefício à companhia, US$ 110 milhões significam mais da metade do lucro operacional de US$ 215 milhões observado de janeiro a março no Brasil. Ao redor do mundo, o resultado operacional da empresa foi de US$ 1,57 bilhões.

A união das operações de ambas criará a maior produtora de aços longos do país ? ultrapassando a Gerdau ?, com 5,1 milhões de toneladas de capacidade produtiva anual. Após a incorporação, a Votorantim Siderurgia teve seu nome modificado para ArcelorMittal Sul-Fluminense. O grupo da família Ermírio de Moraes ficou com cerca de 3% do capital social da ArcelorMittal Brasil.

"A combinação dos negócios nos permitirá alavancar nossos métodos já avançados de gestão com uma força de trabalho altamente preparada, custos estruturalmente mais baixos, acesso a recursos naturais e minério de ferro e uma extensa rede de distribuição", declarou a siderúrgica, na apresentação dos resultados a analistas e investidores.

Para a ArcelorMittal, o Brasil é o mercado com melhores perspectivas de crescimento para o aço. O consumo aparente no país deve subir de 6,5% a 7,5%, contra 3% a 4% em todo o mundo menos na China. Nos gigante asiático, a perspectiva é de queda em 0,5% a alta de 0,5%.

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