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Rodrigo Maia defende aumento de penas para chefes do crime organizado

O pré-candidato à Presidência da República pelo DEM, o deputado federal e presidente da Câmara Rodrigo Maia (RJ), encerrou a visita a Manaus, nesta sexta-feira, com um evento político, à noite, na Zona Oeste da cidade. Além de filiados ao próprio partido, como o deputado federal Pauderney Avelino (AM), o senador Omar Aziz (PSD-AM) e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), participaram do evento.

Na chegada, cercado por jornalistas, falou sobre a proposta de combate ao crime organizado encabeçada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. De acordo com o presidente da Câmara, será criada uma comissão especial e em até 50 dias a proposta deve ser colocada em votação.

"O que se colocou no projeto dos 40 anos é que hoje, com uma expectativa de vida maior, a pessoa tem que pensar mais na hora de cometer o crime, porque vai pagar mais tempo por esse crime", afirmou o deputado. "Já que o Brasil não tem prisão perpétua, você tem que pensar em outras formas para endurecer a pena para os chefes da organizações criminosas", completou.

Ele disse ainda que, se aprovadas, penas mais longas não irão significar aumento da população carcerária, pois a proposta apresenta alternativas para reduzir prisões em casos de crimes mais leves.

Rodrigo Maia declarou também que é necessário cuidado com o projeto que permite a criação de novos município. De acordo com ele, é preciso evitar que sejam criadas mais despesas a serem pagas pelos contribuintes. Assim, ao mesmo tempo que podem ser criados novos municípios, outros que não têm receita própria devem ser extintos. "Com esse cuidado, vamos preparar para votar nas próximas semanas", antecipou o presidente da Câmara.

No discurso, em um salão para para pouco mais de 500 pessoas, que estava lotado, ele lembrou do Dia das Mães, no próximo domingo. De acordo com ele, independente de quem vencer a eleição, é preciso fazer uma grande aliança para acabar em quatro anos com o que chamou de distorção grave, o número de crianças que não têm acesso a creche no Brasil.

"Nós precisamos garantir vaga em creches para todas as crianças, em quatro anos, não necessariamente em creches públicas, porque a gente sabe a situação das prefeituras, cada vez com mais atribuições e menos recursos", discursou o deputado federal. "A gente precisa de parceria entre o setor público e o setor privado para acabar com essa distorção, que afeta a possibilidade de muitas mães conseguir emprego."

Ele falou também da necessidade de se criar empregos e citou a visita que fez a fábricas do Distrito Industrial de Manaus. Em uma delas, de motocicletas, de acordo com Rodrigo Maia, o número de empregados caiu de 11 mil em 2011, para 6 mil, atualmente. A outra, de eletrônicos, que tinha 7 mil empregados, hoje emprega 4 mil pessoas.

No fim do discurso, Maia defendeu ainda a necessidade de reformas no país. Para ele, é preciso abrir um novo ciclo na política, com líderes que unam o país, em que a prioridade deixe de ser brigas políticas.

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