ipca
0,48 Set.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Votorantim deixa prejuízo para ganhos de R$ 52 milhões no trimestre

11/05/2018 10h01

(Atualizada às 12h20) O grupo Votorantim, da família Ermírio de Moraes, conseguiu reverter perdas apresentadas um ano antes e chegou a um lucro líquido atribuído a controladores de R$ 52 milhões durante o primeiro trimestre. Nos mesmos meses de 2017, o prejuízo havia sido de R$ 573 milhões.

Se consideradas apenas as operações que não foram colocadas à venda ? a área de siderurgia, comprada pela ArcelorMittal, e ativos da divisão de cimentos ? o lucro foi de R$ 260 milhões, ante resultado negativo de R$ 453 milhões em igual período do ano passado. O lucro líquido consolidado foi de R$ 150 milhões, contra prejuízo de R$ 546 milhões um ano antes.

De acordo com as demonstrações financeiras, a receita líquida da Votorantim S.A. ? nesse caso, apenas os negócios "continuados" ? subiu 19,8% no trimestre, para R$ 6,79 bilhões. Mais uma vez, a Nexa Resources (ex-Votorantim Metais) foi a que mais contribuiu para esse crescimento. Sua receita avançou 33,8%, para R$ 2,2 bilhões.

Na Votorantim Cimentos, a melhora também foi considerável. A receita da área ficou 11,4% maior, chegando a R$ 2,46 bilhões. A alta para a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) foi de 10,6%, para R$ 1,2 bilhão, e para a Votorantim Energia, de 4,6%, para R$ 910 milhões.

O grupo explica que o desempenho melhor foi influenciado pela valorização dos metais vendidos pela Nexa ? principalmente zinco e cobre, mas também chumbo ? e pela CBA. Além disso, as vendas de cimentos e alumínio no mercado interno também melhoraram, com a recuperação da economia brasileira, impulsionando o resultado.

A holding ainda conseguiu conter custos, que subiram 18,2%, para R$ 5,55 bilhões, em ritmo menor do que a alta no faturamento. Também houve ganho de rentabilidade nos gastos e menores perdas com a comercialização do excedente de energia, o que reduziu as despesas operacionais em 26,7%, para R$ 719 milhões.

Ainda influenciou positivamente o balanço de janeiro a março a maior contribuição da Fibria e do Banco Votorantim, controlados em conjunto. O resultado de equivalência patrimonial quase triplicou, atingindo R$ 386 milhões.

Mas mesmo antes das participações societárias, o lucro operacional mostrou recuperação. A cifra foi a R$ 516 milhões no azul, ante perdas de R$ 16 milhões um ano antes. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), já ajustado para excluir dividendos e baixas contábeis, cresceu 88,1%, para R$ 1,14 bilhão.

"Apesar das incertezas políticas no Brasil, houve uma melhora no ambiente econômico do país", disse João Miranda, presidente do grupo, em nota. "Manteremos nossa prudência usual na condução dos negócios e apresentaremos resultados ainda melhores ao longo dos próximos trimestres."

Em paralelo ao balanço, a Votorantim também revelou ter investido R$ 345 milhões no trimestre, 39% a menos em comparação anual. Desse montante, 35% foi para projetos de expansão. A dívida líquida da holding fechou março em R$ 13,6 bilhões, 10% acima de dezembro. A alavancagem financeira, medida pelo índice de dívida líquida/Ebitda, terminou em 2,58 vezes.

Newsletters

Receba dicas para investir e fazer o seu dinheiro render.

Quero receber

Mais Economia