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Aquisições limitam alta no lucro da NotreDame Intermédica no trimestre

A operadora de planos de saúde e hospitais NotreDame Intermédica registrou no primeiro trimestre de 2018 um lucro líquido de R$ 60,3 milhões, aumento de 1,5% em relação aos R$ 59,4 milhões apurados no mesmo período de 2017.

O resultado foi influenciado pelo aumento de custos relacionados à aquisição de hospitais, de sinistralidade, o aumento de despesas financeiras e o aumento de 2,1 vezes do imposto diferido. Excluindo itens não recorrentes, o lucro da companhia cresceu 43%, para R$ 137,6 milhões.

A receita da companhia, na mesma base de comparação, cresceu 18%, indo de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,4 bilhão. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 21% no período, para R$ 186,2 milhões.

Todas as divisões da companhia apresentaram aumento de receita. A parte de planos de saúde teve um aumento de 14%, para R$ 1,3 bilhão, com aumento de 3% no número médio de beneficiários, para 2,087 milhões, e avanço do ticket médio de 10,6%, para R$ 203,50.

Segundo a NotreDame, o aumento do tíquete-médio só não foi maior pelo fato de ela ter concentrado sua estratégia na venda de produtos básicos, que possui tickets menores.

Os planos odontológicos tiveram crescimento de 19,4%, a R$ 53 milhões, puxado pelo aumento de 18,5% no número médio de beneficiários, para 1,560 milhão, enquanto o ticket médio aumentou 0,8%, a R$ 11,30.

A receita de serviços hospitalares registrou alta de 98,3% de receita, a R$ 112 milhões, e passou a representar 8% da receita da NotreDame Intermédica. O resultado foi puxado pela abertura do Hospital Guarulhos, em maio de 2017, e pela aquisição dos hospitais Samci em março de 2017, São Bernardo e Baeta Neves, em abril do ano passado, Nova Vida, em julho, e Cruzeiro do Sul, em fevereiro deste ano. As aquisições contribuíram com R$ 47,1 milhões de receita líquida.

Os custos de serviços prestados cresceu 19,3%, para R$ 1,05 bilhão, sendo que os custos médicos, o de maior tamanho nesta linha do balanço financeiro, aumentou 18,5%, para R$ 1,03 bilhão. A sinistralidade caixa, que desconsidera provisão para gastos com uso da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), provisão para eventos ocorridos e não contabilizados e depreciação e amortização subiu 18,5%, para R$ 1,03 bilhão.

O motivo foi a mudança na metodologia do cálculo do ISS, com a exigência do recolhimento do tributo de acordo com as alíquotas estabelecidas pelas cidades onde está estabelecido o cliente, e não mais no município em que se localiza a sede da NotreDame, a entrada do hospital do Cruzeiro do Sul, cuja sinistralidade média é de 85,4%, e pelos custos da própria rede, afetados pelas aquisições ocorridas em 2017.

O resultado financeiro da operadora de planos de saúde e hospitais ficou negativo em R$ 33,3 milhões, alta de 42%, por conta do crescimento de 21,5% das despesas financeiras, para R$ 59,2 milhões. Este aumento foi provocado pelo refinanciamento da dívida, com duas debêntures sendo pré-pagas, gerando multas de pré-pagamento.

Otimismo

A operadora, que abriu o capital no mês passado, está otimista com a retomada de crescimento de planos de saúde em março. Neste mês, o número de usuários atingiu 47,4 milhões, um aumento de 128,4 mil em relação ao mesmo período de 2017. Além disso, é o quarto mês seguido de alta após uma oscilação negativa desde 2015.

"Estamos muito otimistas com a perspectiva de tendência de crescimento. O aumento registrado em março se deu, principalmente, no Sudeste, onde atuamos", disse nesta segunda-feira (14) Irlau Machado, presidente da NotreDame Intermédica, durante a primeira teleconferência realizada pela operadora após o IPO (oferta inicial de ações, na silga em inglês).

Na NotreDame Intermédica, o número de usuários de convênios médicos aumentou 3% e 18,5% nos planos odontológicos.

Ainda segundo Machado, não existe expectativa de redução do tíquete médio dos planos de saúde tendo em vista que 80% da carteira da operadora já é voltada para as classes média e baixa.

Em relação ao grupo Cruzeiro do Sul, ativo adquirido em fevereiro por R$ 111 milhões, a expectativa é que a taxa de sinistralidade de 85,4% fique no mesmo patamar da companhia a partir do segundo trimestre. A sinistralidade da NotreDame Intermédica ficou em 71,9% nos três primeiros meses deste ano.

Uma das iniciativas adotadas para baixar a sinistralidade é a reforma do hospital Cruzeiro do Sul que será fundido ao hospital Renascença, ambos pertencem à operadora e ficam em Osasco, Região Metropolitana de São Paulo. A taxa de ocupação do hospital Cruzeiro do Sul é de 94% e do Renascença fica na casa dos 60%. Com a junção dos hospitais haverá mais leitos disponíveis para os clientes da operadora ? o que ajuda na queda da sinistralidade.

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