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Dólar testa R$ 3,64 e fecha na máxima em 25 meses

14/05/2018 17h54

A primeira injeção líquida de dólares pelo Banco Central em um ano não conseguiu evitar que a moeda americana voltasse a subir e batesse na maior cotação em 25 meses.

No fechamento, o dólar comercial subiu 0,73%, a R$ 3,6275. É o maior nível desde 7 de abril de 2016 (R$ 3,6918).Na máxima intradia, a cotação foi a R$ 3,6405.

A divisa americana ganha 3,57% em maio e 9,48% no acumulado de 2018, em relação ao real.

O câmbio até reagiu na abertura às mudanças no formato dos leilões de swaps cambiais, anunciadas na sexta-feira à noite, quando o dólar fechou acima de R$ 3,60 pela primeira vez em dois anos. Na mínima desta manhã, a cotação chegou a cair 0,77%.

No novo formato, o BC antecipou em uma semana (para hoje) a colocação de dinheiro "novo" no mercado (colocação líquida de swaps cambiais). E deve elevar, até o fim do mês, em cerca de US$ 200 milhões (de US$ 2,805 bilhões para US$ 3 bilhões) a injeção de liquidez.

Mas o alívio no câmbio teve vida curta. E a reação do dólar reforça avaliações de alguns especialistas de que o Banco Central deveria ser mais incisivo nas atuações, já que há forte demanda por proteção cambial no mercado futuro - mesmo que, no mercado à vista, haja sobra de moeda.

O real tem se depreciado junto com outras moedas emergentes, mas a queda da divisa brasileira tem sido mais intensa que a média. E, para analistas, isso se deve também à perspectiva de aumento da volatilidade por causa das eleições.

Em nova indicação da sensibilidade do mercado ao tema, o dólar ampliou os ganhos após a divulgação dos resultados da sondagem CNT/MDA para Presidência da República. Geraldo Alckmin (PSDB) caiu tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada. Perde para Jair Bolsonaro, Marina Silva e Ciro Gomes na simulação de segundo turno e vê sua rejeição subir 5 pontos percentuais.

Enquanto isso, em simulações sem o ex-presidente Lula, Ciro - candidato malvisto pelo mercado - é o único que ganha terreno.

Completando a lista de motivos para a alta do dólar nesta segunda-feira, a moeda americana voltou a ganhar força ante algumas emergentes.

Em média, um conjunto de 12 divisas emergentes chegavam ao fim da tarde em baixa de 0,49%. A lira turca caía 1,2%, enquanto o peso argentino afundava 7,8%, chegando a ser cotado em quase 24,9970 pesos por dólar, nova mínima recorde.

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