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Ibovespa perde força com exterior e fecha estável

14/05/2018 17h55

O movimento positivo da Vale e da Petrobras deu suporte ao Ibovespa hoje. Durante o dia, porém, o índice perdeu força com os ajustes de posição na maior parte das ações, acompanhando o enfraquecimento no ritmo das bolsas no exterior.

Após ajustes, o Ibovespa teve leve alta de 0,01%, aos 85.232 pontos, depois de oscilar à mínima nos 84.688 pontos (-0,62%) e à máxima nos 86.105 pontos (+1,04%). O giro financeiro foi de R$ 10,3 bilhões.

O fechamento mais modesto do índice é resultado, de um lado, do movimento de Petrobras PN (+3,14%), Petrobras ON (+4,15%) e Vale ON (+3,12%) em alta, mas com os bancos em queda, caso do Banco do Brasil (-2,49%), Bradesco ON (-1,73%), Bradesco PN (-1,43%) e Itaú Unibanco (-1,50%).

O movimento positivo em Petrobras e Vale foi resultado da alta dos preços das commodities no exterior, especialmente o petróleo e o minério de ferro. Além disso, no caso da Petrobras, os investidores continuam apostando no ganho potencial de valor para as ações com a possível resolução nesta semana do imbróglio sobre a cessão onerosa.

O evento representa importante potencial para a empresa e deve continuar fazendo preço nesta semana.

Na outra ponta, porém, o índice encontra espaço para uma acomodação abaixo dos 86 mil pontos, com investidores do "day trade" forçando a correção ? tratam-se de operações em que os lucros são obtidos durante um mesmo pregão.

"O índice tentou desde o começo do dia ficar no azul, mas com a maioria das ações cedendo, não tem como, mesmo com o movimento forte da Petrobras há seis pregões", diz um operador.

Entre os destaques, a EDP Energias do Brasil foi a maior queda (-10,90%), após valorizar mais de 15% na sexta-feira. Os investidores reverteram hoje posições abertas nas ações da empresa, depois que o edital da oferta pública de aquisição de ações (OPA) da portuguesa EDP deixou claro que a operação não tem que ser estendida aos minoritários da subsidiária brasileira. A proposta de compra foi feita pela China Three Gorges (CTG).

A Estácio (-7,45%) também deu sequência a um movimento mais forte de saída dos investidores que buscam evitar o setor de educação, segundo operadores. O movimento acontece desde a semana passada, depois que a Kroton divulgou projeções mais fracas para este ano e frustrou os agentes de mercado.

Na outra ponta, vale destaque para o movimento da Suzano (+4,99%), que, assim como a Vale e a Petrobras, também capta o interesse dos investidores que querem ter na carteira opções de investimento com "hedge" (proteção) cambial. Em um momento de valorização consistente do dólar contra o real, algumas exportadoras viram uma alternativa.

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