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Dólar bate R$ 3,66 e juros futuros sobem com pressão contra emergentes

A pressão externa sobre o mercado brasileiro levou o dólar para R$ 3,6623 nos primeiros negócios desta terça-feira. Esse é o maior nível atingido durante uma sessão desde 9 de maio de 2016, quando tocou R$ 3,6761. Se mantido nesse patamar até o fim do dia, deve renovar a máxima de fechamento desde 7 de abril daquele ano (R$ 3,6918).

Nesta manhã, os emergentes são os mais afetados pelo fortalecimento global da divisa americana e dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano. Lira turca, rand sul-africano e florim húngaro tem os piores desempenhos do dia ante o dólar, considerando uma lista das 33 principais divisas globais. O real vem na quarta pior colocação, junto com o peso mexicano.

"A aversão ao risco volta a mostrar as caras", descreve o operador Cleber Alessie Machado Neto, da H.Commcor. O ambiente mais adverso a ativos de risco conta ainda com alta dos juros dos Treasuries, com o yield do título de 10 anos acima de 3% e recuo nas principais bolsas. O profissional aponta ainda que o pano de fundo traz mais cautela diante das preocupações com guerra comercial, dados alemães de atividade desanimadores e dados divergentes na China.

Hoje, os contratos de petróleo operam em firme alta, o que também eleva preocupações sobre pressão inflacionária nos Estados Unidos e, consequentemente, poderia levar o Federal Reserve (Fed, banco central americano) a um aperto monetário mais duro. O pano de fundo geopolítico, acentuado com o rompimento do acordo dos EUA com o Irã, continua ditando a tendência da commodity, mas os fundamentos voltam a influenciar os negócios. Ontem, a Opep informou que ajustou para cima sua expectativa de demanda global para este ano.

Por volta das 9h40, o dólar comercial subia 0,80%, a R$ 3,6565. O contrato para junho avançava 0,65%, a R$ 3,6530.

Enquanto o dólar continua sua escalada, a curva de juro local tem diminuído a probabilidade de um novo corta na reunião de quarta-feira, "deixando o BC em uma situação no mínimo delicada", diz Luis Laudísio, da Renascença.

A expectativa majoritária de analistas é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida amanhã pelo corte a Selic para nova mínima histórica, de 6,25%. Por outro lado, a aposta já não traz tanta convicção no mercado, que precificava até ontem 33% de chance de a taxa ser mantida no nível atual, de 6,50%. Enquanto isso, tem aumentado a Selic projetada para o fim deste ano e do próximo, mostrando a piora da percepção de risco entre os investidores.

O DI janeiro/2019 subia a 6,385% (6,360% no ajuste anterior); O DI janeiro/2020 avançava a 7,460% (7,410% no ajuste anterior); O DI janeiro/2021 subia a 8,560% (8,480% no ajuste anterior); O DI janeiro/2023 tinha alta a 9,690% (9,610% no ajuste anterior); e O DI janeiro/2025 registrava 10,160% (10,080% no ajuste anterior).

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