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Petrobras sobe, mas Ibovespa fecha no vermelho com pressão do exterior

O Ibovespa até ameaçou zerar as perdas no dia com a alta da Petrobras pelo sétimo pregão consecutivo, mas acabou a sessão de hoje em baixa, pressionado pela maior percepção de risco no exterior, que também colocou o dólar em forte valorização.

O índice fechou em queda de 0,12%, aos 85.130 pontos, depois de ceder 1,64% no começo do dia e ir aos 83.830 pontos na mínima. O giro foi de R$ 11,3 bilhões, acima do volume médio diário do mês, de R$ 10,3 bilhões, e também da média diária do ano, de R$ 8,6 bilhões.

Maio tem reservado aos investidores uma sequência de notícias que justifica o giro mais forte ? desde o dia 8, o volume diário tem superado a faixa dos R$ 10 bilhões, o que não é comum, exceto em dias de vencimento de opções.

A primeira grande novidade é a Petrobras, que galgou mais ganhos hoje e impediu o Ibovespa de ter quedas mais intensas. A ON da estatal subiu 2,52%, enquanto a PN avançou 2,10%. E os motivos da alta são diversos: além de ser estimulada pela alta do preço do petróleo e do dólar, que dá perspectiva positiva para as receitas da empresa, o debate sobre a cessão onerosa voltou a influenciar a demanda pelos papéis.

Investidores trabalham com a expectativa de que a revisão do contrato de cessão onerosa no pré-sal deva sair ainda nesta semana. Hoje, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que não há nenhum acordo fechado entre a Petrobras e o governo, mas trabalha para anunciar a decisão até quinta-feira (17).

Segundo um operador, como a resolução do imbróglio tem força para destravar valor para a Petrobras, investidores querem estar posicionados antes do fato ocorrer. Segundo a jornalista Claudia Safatle, do Valor, além dos 5 bilhões do acordo original, a Petrobras poderá ter até 2 bilhões de barris a mais com a revisão do contrato.

Mas se a Petrobras é o destaque positivo, de outro lado o investidor global está elevando a percepção de risco. Hoje, os rendimentos dos Treasuries atingiram nova máxima histórica, aos 3,080%, o que força uma redução de exposição na renda variável globalmente. Isso explica a queda das bolsas americanas hoje e, consequentemente, a pressão sobre o Ibovespa e outros emergentes.

"A tendência que vimos desde o começo do ano é de alta da bolsa, mesclada com algumas correções. Agora, essa correção pode vir mais forte, com o aumento da volatilidade no mundo e com os movimentos mais agudos do dólar", afirma Rafael Gonzalez, sócio da Platinum Investimentos. "E temos a eleição, que não traz qualquer alívio internamente."

O fortalecimento do dólar contra o real continua levando o investidor a incluir exportadoras e empresas que obtêm receitas em dólar em seus portfólios, como estratégia de "hedge" (proteção). Por isso, Natura liderou a alta do Ibovespa (+5,21%), já que tem boas perspectivas a partir da compra da The Body Shop, em especial depois do lucro operacional divulgado na semanada passada e que já nutriu o interesse pela empresa. A segunda maior alta do dia foi da Embraer (+4,24%).

Na outra ponta, depois de sair da carteira do MSCI Brazil, a Qualicorp liderou as quedas pelo segundo dia consecutivo (-6,08%). As units da Taesa, que também foram excluídas da carteira, cederam 3,56% hoje.

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