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Trabalhadores da Mercedes-Benz mantêm greve após impasse em negociação

Os trabalhadores da Mercedes-Benz mantiveram pelo segundo dia a greve iniciada na segunda-feirana fábrica em São Bernardo do Campo (SP). A continuidade da paralisação foi definida em assembleia realizada hoje pela manhã, após os funcionários serem informados de que não houve avanço na proposta de acordo coletivo com a empresa.

Os representantes dos grevistas, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, se reuniram ontem com a montadora, mas permaneceu o impasse em relação a pontos importantes, como reposição salarial, valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e cláusulas sociais do acordo. "A montadora não aceita incorporar o reajuste aos salários. Também queremos rediscutir a forma de cálculo da PLR, para que se leve em conta a exportação dos itens agregados [motor, câmbio, eixos]", afirmou, por meio de nota, o secretário-geral do Sindicato e trabalhador na Mercedes-Benz, Aroaldo Oliveira.

Segundo o dirigente a empresa pretende demitir trabalhadores do administrativo, o que, em sua avaliação, não poderia ser considerado num momento como o atual, de retomada da produção.

Em relação às cláusulas sociais, a empresa quer excluir a estabilidade ao trabalhador acidentado e a complementação salarial por até 120 dias de afastamento. O sindicato defende a manutenção destes pontos e a inclusão de uma cláusula de salvaguarda contra a reforma trabalhista, garantindo que qualquer alteração prevista na nova legislação só possa ser implantada após negociação com a entidade.

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