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Ibovespa sobe com alta de commodities e exterior positivo

16/05/2018 15h58

O Ibovespa segue nesta tarde no campo positivo e já se acomoda acima do nível dos 86 mil pontos, amparado pela nova alta das ações da Petrobras e da Vale e em dia de bolsas americanas também no azul.

Às 15h55, o índice subia 1,32%, aos 86.256 pontos, depois de ir aos 86.678 pontos na máxima do dia. O giro financeiro é de R$ 7,44 bilhões.

Petrobras ON (+1,94%), Petrobras PN (+2,02%) e Vale ON (+1,99%) continuam fornecendo impulso à bolsa: em volume financeiro, as três juntas já representam 36% de todo o giro do Ibovespa.

As oscilações positivas no exterior, onde as bolsas americanas têm novas altas, também fornecem o alento que o investidor precisa para voltar a negociar ativos que passaram por um ajuste mais forte nos últimos dias, caso das varejistas e do setor educacional ? Estácio (+9,05%), Via Varejo (+5,65%) e Magazine Luiza (+4,72%) lideram os ganhos.

Mas é o setor de commodities que justifica os ganhos para a bolsa em dia de dólar também em alta. Embora tenha efeitos positivos para algumas companhias, o câmbio vem preocupando agentes de mercado e denota a cautela com o risco que ainda predomina sobre os negócios.

"A desvalorização cambial tende a impulsionar empresas com receitas em dólar e as empresas de commodities", afirma Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe da Indosuez Wealth Management.

Ele pondera, no entanto, que há limites para esse bom humor pelo risco que a alta do dólar traz para a inflação e sobre a atividade. "Aparentemente, por hora, é um patamar de câmbio que dá para suportar, mas há limites para a leitura de que o BC [Banco Central] não terá que atuar, além do receio sobre os efeitos para a economia."

O movimento do dólar hoje é especialmente relevante considerando que, depois do fechamento, o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia a nova taxa Selic. A maioria dos agentes de mercado aposta em um novo corte do juro básico para 6,25% ao ano.

"Até agora, a preocupação com o efeito sobre a inflação é menor porque os preços estão comportados, ao menos no curto prazo", diz Caramaschi. "Mas a alta mais forte do dólar representa um quadro mais hostil aos emergentes, especialmente latino-americanos, porque aumenta o risco para quem quer entrar nesses mercados e não tem clareza até onde a cotação vai."

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