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Correios: Agências que atendem menos de 20 pessoas por dia vão fechar

(Atualizada às 13h52) O presidente dos Correios, Carlos Roberto Fortner, disse nesta quinta-feira (17) que o plano de fechamento de agências deficitárias deverá afetar aquelas com pouca movimentação, que registram cerca de 20 atendimentos por dia. Segundo ele, esse será um dos critérios considerados pelos estudos, além de fatores como a proximidade entre agências, próprias ou franqueadas.

"Aquelas que fazem cerca de 20 atendimentos por dia no balcão podem ser substituídas, com muito mais eficiência, por uma agência mais simples que não tem o custo do aluguel, de água, luz, IPTU", disse Fortner, em audiência pública no Senado. Ele considera que o "número razoável" de atendimentos nas agências de 260 a 270 por dia.

No início do mês, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informou que a estatal deve encerrar a operação de 513 agências, com demissão de até 5,3 mil funcionários. O número de agências está no estudo preparado pelos Correios que trata do reposicionamento da empresa no mercado, mas o executivo não confirmou se todos esses pontos serão fechados.

Segundo Fortner, ainda não foi finalizado o estudo, que deve indicar a necessidade fechar agências e demitir funcionários. "Não estou convencido sobre o fechamento de nenhuma dessas agências", disse o executivo.

Fortner reconheceu que a divulgação antecipada dos números "causou um grande alvoroço". Mas explicou que o estudo já teria indicado o encerramento das atividades em 700 agências, depois em cerca de 600, até chegar ao número atual. Segundo ele, ao ser concluído, os números vão ser discutidos abertamente com os funcionários antes que qualquer decisão seja tomada.

Durante a audiência na Comissão de Direitos Humanos, o presidente dos Correios assegurou aos representantes dos trabalhadores que não haverá demissões este ano, hipótese que estaria descartada por se tratar de ano eleitoral.

De acordo com Fortner,nem todas as agências deficitárias serão fechadas. SegundoFortner,muitos postos de atendimento nessa situação continuarão sendo custeados por agências superavitárias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O executivo ressaltou que a estratégia dos Correios envolve a modernização do sistema para que a população não deixe de ser atendida. Segundo ele, a companhia sairá do "modelo único" de agência para "canais diferenciados" de atendimento adequados a cada tipo de mercado, seja entrega de correspondências ou encomendas.

Balanço sem mágica

O presidente dosCorreios rebateu as críticas ao resultado financeiro da companhia de 2017, que registrou lucro de R$ 667 milhões, após sucessivos balanços anuais com resultados negativos.

Conforme informou o Valor na semana passada, o provisionamento de gasto com o plano de saúde dos funcionários, que deve cair a partir de julho de 2019, permitiu que os Correios registrassemum lucro contábil no fechamento do ano passado."Não houve mágicacontábil", ressaltou o presidente dos Correios.

Segundo ele, isso ocorreu porque a estatal cumpriu o que determina a legislação. Fortner afirmou que a melhora de desempenho da companhia já dá os "primeiros sinais de lucro operacional".

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