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Dólar ganha força e excede R$ 3,71 pela 1ª vez em mais de dois anos

17/05/2018 09h18

(Atualizada às 13h17)O dólar comercial ganhou força na tarde desta quinta-feira, ultrapassando a marca de R$ 3,71 pela primeira vez em mais de dois anos. Às 13h13, a moeda americana estava a R$ 3,7111, avanço de 0,87%. Na mínima, ficou em R$ 3,6490; na máxima, se situou em R$ 3,7131.

Depois de abrir esta jornadana casa de R$ 3,66, a divisa reduziu o ritmo de baixa e passou para o patamar de R$ 3,67 na primeira hora de negócios. Na sequência, a moeda americana zerou a queda e passou a operar no campo positivo, batendo R$ 69. Agora, registra novo fôlego de alta.

O movimento é registrado um dia depois de oBanco Central (BC) manter a taxa Selic em 6,5% ao ano,diante dapiora do balanço de riscos, principalmente, em relação ao ambiente externo. Boa parte das apostas, no entanto, apontava para um novo corte da taxa básica de juro.

No mercado de juros futuros, os contratos registravam elevação expressiva. o DI janeiro/2019 avançava a 6,575% (6,320% no ajuste anterior); O DI janeiro/2020 subia a 7,560% (7,340% no ajuste anterior); O DI janeiro/2021 tinha alta a 8,620% (8,460% no ajuste anterior); O DI janeiro/2023 estava a 9,700% (9,630% no ajuste anterior); DI janeiro/2025 registrava 10,160% (10,110% no ajuste anterior).

De acordo com um operador, a decisão do Copom pega o mercado "na contramão", principalmente, após a entrevista do presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, realizada na semana passada, um dia antes do período de silêncio.

Na ocasião, o dirigente do BC destacou a importância da inflação, expectativas para índices de preço e a atividade econômica para as decisões de política monetária. Para boa parte do mercado, a mensagem na ocasião foi de que ainda haveria espaço nos fundamentos econômicos para corte da Selic, a despeito da instabilidade do câmbio.

O contexto de liquidez internacional menos favorável foi fator preponderante na decisão do Copom de ontem, destaca o economista-chefe do Rabobank Brasil, Maurício Oreng. Para o especialista, o risco externo fez o Copom alterar o plano de curtíssimo prazo.

No comunicado, o colegiado associa a decisão a uma deterioração no balanço de riscos com um cenário externo pior. Isso teria tornado desnecessária a adoção de mais estímulo, que anteriormente visava mitigar riscos de postergação no processo de convergência da inflação para a meta.

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