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Perdas da francesa Vallourec sobem no trimestre

17/05/2018 14h29

Mesmo com uma melhora no lado operacional em meio à aplicação de seu plano de reestruturação, baixas contábeis, vendas de ativos e provisões para essa transformação levaram a fabricante francesa de tubos de aço Vallourec a um prejuízo atribuído a controladores de 170 milhões de euros no primeiro trimestre, 34,9% superior às perdas de um ano antes.

A receita líquida do grupo, por outro lado, se beneficiou da maior demanda no setor de petróleo e gás e avançou 10,1% na comparação anual, chegando a 862 milhões de euros. Não fosse o fortalecimento do euro frente às moedas dos países em que atua, contudo, esse crescimento seria de 22,1%, para 1,07 bilhão de euros.

"Os fundamentos econômicos do mercado de petróleo estão melhorando", comentou a empresa no relatório da administração. A expectativa é que a manutenção da alta contagem de sondas exploratórias nos Estados Unidos continue a elevar os ganhos na região, enquanto no Brasil a renovação do contrato com a Petrobras e a espera de maior atividade deverão elevar o resultado mais para o fim do ano.

A companhia contabilizou receita de 140 milhões de euros na América do Sul, a maior parte referente às unidades brasileiras, um recuo de 14,1%. Na Ásia e no Oriente Médio também houve recuo, de 4,3% para 264 milhões de euros. Por outro lado, a Vallourec cresceu 19,1% na Europa, atingindo 137 milhões de euros, e 49,2% na América do Norte, para 279 milhões de euros.

Essa melhora mal serviu para cobrir custos, de 759 milhões de euros, e despesas gerais, administrativas e com vendas, de 101 milhões de euros. Com isso e outros gastos não relacionados à operação, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou negativo em 5 milhões de euros, melhora ante as perdas de 21 milhões de euros no primeiro trimestre de 2017.

O grupo francês precisou ainda realizar baixas contábeis de 13 milhões de euros. Vendas de ativos, provisões para a reestruturação e outros levaram mais 33 milhões de euros do balanço. Assim, o prejuízo operacional ficou 17,1% maior, em 130 milhões de euros.

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