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Dólar sai a R$ 3,70 e juros longos voltam a subir com incerteza local

28/05/2018 09h53

A intervenção do Tesouro Nacional no mercado de renda fixa suaviza a alta dos juros futuros de longo prazo, mas não impede uma nova rodada de pressão no mercado.

Logo na abertura, as taxas até ensaiavam devolver parte do avanço dos últimos dias, mas o impacto acaba sendo limitado em meio ao ambiente de incertezas locais, que ainda pesa nos ativos financeiros.

Por volta das 9h50, o contrato de DI janeiro de 2027 operava a 11,310%, tendo caído até 11,160% nos primeiros negócios do dia.

Já o contrato de DI para janeiro de 2029 marcava ligeira alta, a 11,520% (11,510% no ajuste anterior), já afastado da mínima na sessão, a 11,420%.

O que joga a favor de uma melhora nas taxas é o anúncio do Tesouro Nacional, feito na última sexta-feira, de que realizará leilões de compra, ou de venda e compra, de títulos públicos prefixados nesta semana. Serão negociados NTN-Fs com vencimentos longos: janeiro/2025, janeiro/2027 e janeiro/2029.

Para esta semana, foram cancelados os leilões tradicionais de vendas de títulos públicos, que ocorreriam com NTN-B no dia 29, e de LTN e NTN-F no dia seguinte.

"O principal impacto, na minha visão, é a sinalização ao mercado de que o Tesouro está disposto a prover liquidez mais cedo que muitos players esperavam", diz David Cohen, sócio e gestor da Paineiras Investimentos. "Para o médio prazo, porém, o que seguirá ditando o rumo das taxas longas é o cenário eleitoral cada vez mais incerto e o cenário externo que também não tem ajudado os emergentes", acrescenta.

A postura mais defensiva dos investidores, diante do ambiente de incertezas, volta a pesar no preço dos ativos. O acordo firmado para encerrar a paralisação dos caminhoneiros, após o governo fazer uma série de concessões ao movimento grevista, é acompanhado de perto nos mercados financeiros. Por outro lado, o impacto fiscal da iniciativa é um fator negativo para os mercados.

O comportamento da moeda brasileira está entre os piores numa lista das principais divisas globais.

O dólar subia 0,99%, a R$ 3,7010, depois de tocar máxima em R$ 3,7155.

O contrato futuro para junho avançava 1,52%, a R$ 3,7075.