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Dólar fecha na maior cotação em 27 meses e se aproxima de R$ 3,80

O dólar começou junho alcançando o maior patamar em 27 meses, chegando a superar R$ 3,77 na máxima intradiária. No fechamento, apontou avanço de 0,79%, para R$ 3,7652. Com isso, ampliou os ganhos do ano para 13,63% e já se valoriza 15,99% em 12 meses.

Na semana, o dólar aumentou 2,73%, mais do que anulando a queda de 2,03% da semana anterior, quando o reforço das atuações do Banco Central com a oferta de contratos de swaps cambiais trouxe alguma trégua ao mercado.

Das últimas 18 semanas, o dólar caiu apenas em quatro.

As moedas emergentes já vinham mostrando perdas ao longo do dia, após dados sobre o mercado de trabalho americano mais fortes que o esperado. Mas o real conseguiu no começo do pregão manter algum "sangue frio". Na mínima do dia, o dólar até caiu 0,39%. Mas as compras de dólares voltaram com força depois da notícia de que Pedro Parente havia pedido demissão do cargo de presidente da Petrobras.

O mercado como um todo foi contaminado pela sensação de maior incerteza com a governança da petroleira, num momento de governo bastante fragilizado e com os mercados vendo pouco impulso a candidaturas pró-reformas no contexto da eleição presidencial de outubro.

Dessa forma, o mês de junho começa como uma extensão da safra de más notícias que dominou maio. E reforça a visão mais negativa de analistas em relação à taxa de câmbio, com foco cada vez maior nas eleições de outubro.

O real caiu a despeito de o Banco Central ter iniciado as rolagens de swaps cambiais com vencimento em junho e ter injetado mais US$ 750 milhões em dinheiro "novo" no mercado cambial.

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