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Indústria brasileira desacelera ritmo em maio, apura Markit

A atividade da indústria brasileira voltou a desacelerar em maio, segundo a consultoria IHS Markit. O Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) apurado pela entidade baixou para 50,7 pontos, menor valor em 10 meses. Em abril, o indicador havia recuado para 52,3 pontos na mesma série com ajuste sazonal.

A queda do PMI reflete indícios generalizados de desaceleração no setor, de acordo com a consultoria. Para junho, a expectativa é que a indústria "volte a mergulhar em contração", em função dos efeitos da paralisação dos caminhoneiros.

Em maio, a produção e as encomendas subiram, mas nas menores taxas em 15 meses, resultado de condições mais tímidas para a demanda e maior instabilidade política.

A depreciação do real aliada à inflação de custos também fez as empresas adiar a aquisição de insumos. "A criação de empregos também se atenuou, ao mesmo tempo em que as empresas se tornaram menos otimistas em relação às perspectivas de negócios daqui um ano", diz a consultoria em nota.

De acordo com a autora do relatório, economista Pollyanna De Lima, o setor industrial "deu mais um passo para trás em maio, com os dados da pesquisa mostrando desaceleração ampla no crescimento". "De modo preocupante, os protestos dos caminhoneiros contra os preços dos combustíveis devem impedir qualquer recuperação imediata no crescimento", completou.

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