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Dólar e juros recuam com exterior e ajustes, mas cautela permanece

04/06/2018 09h46

O dólar e os juros futuros operam em baixa na manhã desta segunda-feira, devolvendo boa parte do avanço da última sessão. O ambiente externo mais favorável a ativos de risco abre espaço para ajustes no mercado brasileiro após o nervosismo na sexta-feira passada.

Às 9h41, o dólar comercial cedia 0,61%, a R$ 3,7424, após máxima de R$ 3,7489. Com o sinal desta manhã, o real acompanha outras divisas emergentes e ligadas a commodities, num dia de dólar mais fraco. No exterior, o que ajuda é a queda do risco político após a posse do novo governo italiano.

A trégua, pelo menos no Brasil, também é percebida nos juros futuros de longo prazo. A taxa projetada pelo DI janeiro/2023 recuava a 10,540% (10,570% no ajuste anterior) enquanto o DI janeiro/2025 diminuía a 11,290% (11,300% no ajuste anterior).

Os mercados contam com a intervenção do Banco Central (BC) e do Tesouro Nacional para acalmar o nervosismo dos investidores. A autoridade monetária continua a ofertar 15 mil contratos novos de swap cambial nesta segunda-feira e também fará a rolagem de até 8,8 mil desses contratos do vencimento de julho.

Já o Tesouro Nacional volta a fazer leilão de compra de até 1,5 milhão de NTN-Fs hoje. Na sexta-feira, o Tesouro Nacional fez leilão com lote do mesmo tamanho e não aceitou nenhuma proposta, o que mostra que não houve uma pressão de saída por parte dos players desse mercado.

Ainda assim, o clima é de cautela. A demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras só elevou a incerteza sobre a governança da estatal num momento de governo fragilizado e proximidade da eleição presidencial. Sinal desse ambiente mais duro, o custo do CDS de cinco anos do Brasil já subia a 239 pontos-base, maior nível desde 7 de julho de 2017 (342 pontos).

Em boa parte, o indicador acompanha um ambiente de risco maior para emergentes, em geral, por causa de fatores geopolíticos e o aperto de liquidez nas economias desenvolvidas. Ainda assim, pela fragilidade fiscal no Brasil, os solavancos acabam sendo sentidos de forma mais intensa. A diferença do custo do CDS do Brasil e do México, por exemplo, está em 101 pontos.

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