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Exterior e Petrobras puxam Ibovespa; CSN é destaque de alta

O ambiente de maior propensão à tomada de risco no exterior, com a maior parte das bolsas em alta, combinado com a recuperação dos papéis da Petrobras levou o Ibovespa a retomar o patamar dos 78 mil pontos hoje.

No fechamento, o índice avançou 1,76%, aos 78.596 pontos, depois de tocar a máxima intradia em 78.637 pontos (1,81%). O giro financeiro hoje foi de R$ 9 bilhões, menor do que a média dos últimos pregões.

Entre os ganhos do dia, o destaque foi a CSN (+14,93%), que respondeu à forte procura pelo papel depois que o Credit Suisse recomendou a compra das ações. Além de considerar exagerada a queda recente do ativo, o banco deu ênfase à possibilidade de reajustes do preço do aço com o fortalecimento do dólar ante o real.

As siderúrgicas foram papéis que tiveram relevante perda com a greve dos caminhoneiros devido ao impacto sobre a produção dessas companhias, o que também explica outros ganhos no setor, como Usiminas (+6,67%). Mas, no caso específico da CSN, a alta do dólar deve permitir repasses para a indústria do aço que compensariam esse impacto, segundo o Credit.

A CSN está na lista de ativos beneficiados pelo dólar junto com outras companhias que integram as chamadas estratégias defensivas. É o caso de Suzano (+5,73%), que foi incorporada ao portfólio de algumas casas por ter receitas em dólar.

Petrobras também ficou entre os maiores ganhos do dia. A Petrobras ON subiu 5,83% hoje, enquanto a PN ganhou 8,48%. A recuperação foi possível depois da queda de 14% na sexta-feira, quando Pedro Parente pediu demissão da empresa, e pela escolha de Ivan Monteiro para assumir interinamente o cargo.

Para operadores e gestores, a escolha de Monteiro, que foi diretor financeiro e de relação com investidores da Petrobras, dá sequência à gestão da empresa, já que ele foi o responsável por conduzir, ao lado de Parente, o programa de desinvestimentos com ênfase na redução do endividamento.

Os riscos para o papel, no entanto, permanecem, e algumas casas já removeram ou reduziram exposição na Petrobras para blindar os portfólios da volatilidade. A Guide Investimentos foi uma das casas a tomar essa decisão mais recentemente.

Na leitura de operadores, Monteiro aplaca a leitura de risco no curto prazo, mas as dúvidas sobre como se dará a condução da política de preços daqui para frente continua. Isso porque ainda não está claro como a Petrobras irá aplicar os reajustes e, se forem mais espaçados, como será ressarcida em caso de oscilações bruscas do petróleo e do dólar. Além disso, em ano de eleição, fundos com visão de longo prazo procuram evitar o ativo, diante da falta de visibilidade para as agendas econômicas.

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