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Ibovespa tem dia de trégua com Petrobras e exterior

O Ibovespa se mantém nesta tarde no nível dos 78 mil pontos, em linha com o ambiente mais propenso à tomada de risco no exterior e com a recuperação das ações da Petrobras hoje, depois do tombo de mais de 14% na sexta-feira.

Às 16h88, o índice subia 1,72%, aos 78.571 pontos, depois de tocar, na máxima, os 78.603 pontos (+1,76%). O giro financeiro é de R$ 6,8 bilhões, relativamente mais fraco do que os últimos pregões.

Nos destaques de hoje, o investidor se realoca em peso na ações da CSN (+15,06%), depois que o Credit Suisse elevou a recomendação para os papéis para compra. Os analistas do banco afirmam que a queda que os ativos sofreram recentemente foi excessiva e que a desvalorização do real ante o dólar favorece aumentos de preços do aço.

Na segunda maior alta do dia, a Petrobras se recupera da forte baixa da sexta-feira, depois que Pedro Parente pediu demissão da presidência da companhia. Hoje, a PN da estatal sobe 8,54%, enquanto a ON avança 6,99%.

Para um analista que prefere não ser identificado, além da forte baixa, que costuma fornecer uma oportunidade de preço aos investidores de curtíssimo prazo, a escolha de Ivan Monteiro para comandar a estatal também traz alívio às ações. Monteiro foi diretor financeiro e de relações com investidores na gestão Parente.

"É um executivo que dá sequência ao plano estratégico do Parente e é o mais adequado para garantir uma gestão alinhada ao mercado", diz o analista. "Por outro lado, ainda mantemos a cautela porque a interferência política é algo que ficou mais evidente na empresa."

Mesmo com a recuperação de curto prazo, analistas e gestores continuam reforçando que a postura atualmente na bolsa é mais defensiva. A Guide Investimentos foi uma das casas que, recentemente, colocou sua recomendação para bolsa em neutra e tirou a Petrobras da carteira, com o objetivo de reduzir a volatilidade do portfólio. O ajuste foi uma resposta aos últimos acontecimentos com a empresa, pega de surpresa com a greve dos caminhoneiros e com a demissão de Parente, que acabaram deixando evidente a pressão do cenário político neste momento.

"Preferimos ativos mais defensivos agora, como IRB, no setor de seguros. Isso porque o Copom deve manter a Selic em 6,5% ao ano até o fim de 2018. O juro básico é algo que afeta a receita financeira dessas companhias e deixa de ser um aspecto negativo com a perspectiva de manutenção da Selic estável. Também preferimos exportadoras hoje, com destaque para Suzano, que se aproveitam de um dólar mais forte", afirmou a equipe de análise.

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