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Juros futuros se afastam das máximas, mas cautela ainda prevalece

04/06/2018 16h57

Os juros futuros de longo prazo terminam a sessão regular desta segunda-feira longe das máximas do dia. Operadores já vislumbram alguma acomodação das taxas, mas ainda não enxergam amplo espaço para melhora.

Num sinal de arrefecimento da pressão ao longo do dia, o DI janeiro de 2025 era negociado a 11,330% por volta das 16h, pouco acima do patamar de 11,300% no ajuste anterior. A taxa não chega a refletir um alívio, mas fica 10 pontos-base abaixo do momento de maior nervosismo no dia quando bateu 11,480%.

Hoje, o Tesouro Nacional voltou a fazer leilão extraordinário de compra de até 1,5 milhão de NTN-F e, pela segunda sessão consecutiva, nenhuma proposta foi aceita. De acordo com operadores, o mercado começa a andar com as próprias pernas em busca de níveis de equilíbrio. Mas isso não significa que a melhora esteja no radar.

O mercado, afirmam alguns profissionais, entra numa fase em que está testando seus "tetos", isto é, níveis elevados que atraiam novas aplicações na ponta vendedora de taxa. Ainda assim, investidores hesitam em fazer apostas de longo prazo, que acabam sendo desestimuladas pelo ambiente de incertezas por causa da corrida presidencial.

E a crise dos combustíveis, que custou a troca de comando na Petrobras, só veio para acentuar o desânimo com a perspectiva política. Para profissionais de mercado, temas sensíveis para as apostas, como a agenda de reformas, tendem a perder força no discurso dos candidatos à Presidência. E, assim, cresce a preocupação com a situação fiscal, o que inibe a melhora da percepção de riscos.

Por volta das 16h, no fechamento regular, o DI janeiro/2019 operava a 6,705% (6,745% no ajuste anterior); o DI janeiro/2020 marcava 7,610% (7,670% no ajuste anterior); oDI janeiro/2021 recuava a 8,760% (8,810% no ajuste anterior); oDI janeiro/2023 registrava 10,550% (10,570% no ajuste anterior); e oDI janeiro/2025 ia alta a 11,330% (11,300% no ajuste anterior).

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