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Maior percepção de risco pesa e Ibovespa fecha em queda

05/06/2018 18h03

A menor demanda por risco que predominou sobre os mercados emergentes, combinada com alta do juro longo e do dólar, obrigou investidores a reduzir exposição na renda variável. Com isso, ações mais líquidas, caso dos bancos e da Petrobras, tiveram perdas fortes hoje e colocaram o Ibovespa de volta nos 76 mil pontos.

O índice encerrou em queda de 2,49%, aos 76.642 pontos. Na mínima do dia, o índice chegou a perder 2,78%, aos 76.412 pontos. Na abertura, a bolsa até ameaçou uma recuperação e tocou os 78.892 pontos (+0,38%) ? o que significa uma perda de mais de dois mil do pico ao piso no dia. O giro financeiro hoje foi de R$ 10 bilhões.

A queda do Ibovespa só não foi mais forte porque a ação de maior peso no índice, a Vale ON, subiu 2,30%. A mineradora é, neste momento, um ativo muito bem avaliado porque colhe benefícios da alta do dólar: exportadoras tendem a ter ganho de receita com a desvalorização cambial. Além disso, vira uma alternativa de investimento no setor de commodities, diante dos riscos que a Petrobras passou a representar em termos políticos.

Ainda nos destaques, o setor bancário fechou todo no vermelho: Banco do Brasil ON recuou 6,37%, enquanto Itaú Unibanco PN cedeu 3,10%; Bradesco ON caiu 4,60%, enquanto Bradesco PN fechou em baixa de 4,81%.

Essas ações são utilizadas pelos investidores, entre fundos locais e estrangeiros, para ajustar as carteiras ao aumento da percepção de risco. A maior aversão ficou bem evidente no comportamento do dólar e também dos juros com vencimento de longo prazo, ambos em alta.

Entre as "blue chips" da bolsa, a Petrobras ON caiu 3% e a PN, 5,36%. A ON é, no geral, ativo preferido na negociação pelos estrangeiros, enquanto a PN, mais líquida, é mais negociada pelos fundos locais.

A queda se intensificou depois que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Pernambuco, decidiu suspender a venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) ? e as ações, que já encontravam um mercado avesso ao risco, reagiram ao entrave à venda de ativos da estatal.

No caso da BRF, o frigorífico Minerva está em busca de investidores para realizar um aporte de capital na BRF, com quem estaria negociando uma fusão, conforme apurou o Valor. O papel da BRF chegou a subir mais de 4% no dia, mas, no fim dos negócios, absorveu a alta e subiu menos, 0,74%.

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