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Auditoria coloca em dúvida continuidade dos Correios

06/06/2018 14h37

A consultoria BDO avaliou que há incertezas quanto à continuidade operacional da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), os Correios.

A análise consta em relatório do auditor independente, a BDO, do demonstrativo financeiro de 2017.

A consultoria chamou atenção para o fato de os Correios terem prejuízos acumulados, elevados custos assistenciais e previdenciários dos funcionários e responder a um volume relevante de contingências de natureza cíveis, fiscais, trabalhistas e criminais.

"Esses fatos indicam a possível existência de incerteza que pode levantar dúvida quanto à capacidade de continuidade operacional da empresa."

Os Correios encerraram o ano de 2017 com lucro líquido de R$ 667,3 milhões, ante um prejuízo de R$ 1,48 bilhão em 2016 e de R$ 2,12 bilhões em 2015. Esses dados já haviam sido divulgados no dia 9 de maio de 2018. De acordo com o informe dos Correios, o prejuízo acumulado, no entanto, é de R$ 2,71 bilhões até 2017.

Os Correios são investigados pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e outras autoridades públicas no âmbito das operações Lava-Jato, Greenfield, Rizoma e Pausare.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou positivo em R$ 1,07 bilhão, ante um valor negativo de R$ 591,5 milhões em 2016. Segundo a empresa, no balanço, a melhora do Ebitda e do lucro ocorreram com a reversão do custo do serviço passado relativo ao plano de saúde.

No ano passado, a receita líquida de vendas e serviços caiu 1,9%, para R$ 17,34 bilhões ante 2016. Já o custo dos produtos vendidos e dos serviços prestados subiu 3,6%, para R$ 15,9 bilhões.

O resultado financeiro no ano passado ficou negativo em R$ 70,8 milhões, ante um valor positivo de R$ 208,4 milhões no ano anterior.

A alavancagem dos Correios, medida pela relação dívida líquida e Ebitda, ficou em 0,31 vez, ante 0,84 vez em 2016. A dívida líquida atingiu R$ 334,6 milhões.

Também entre as ressalvas, a BDO pontuou a existência de um ativo de R$ 1,45 bilhão que foi reconhecido às demonstrações financeiras, em função da imunidade tributária e pagamentos supostamente indevidos nos últimos cinco anos.

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