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Inflação para baixa renda avança para 0,60% em maio

A inflação para as famílias de baixa renda ganhou força em maio, conforme levantamento daFundação Getulio Vargas (FGV).O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) ? que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos ? subiu de 0,31% em abril para 0,60% um mês depois.

No mesmo período, o IPC-Br, que mede a variação de preços para famílias com renda de um a 33 salários mínimos mensais, passou de alta de 0,34% em abril para 0,41% em maio.

No ano, por ora, IPC-C1 acumulou aumento de 1,49%; em 12 meses, subiu 1,58%. Já o IPC-Br teve elevação de 2,87% em 12 meses.

Das oito classes de despesas avaliadas, os destaques na passagementre abril e maio ficaram comHabitação (0,23% para 1,02%), Transportes (-0,16% para 0,64%), Alimentação (0,25% para 0,50%), Comunicação (-0,18% para -0,06%) e Vestuário (0,32% para 0,35%).

Nesses grupos, os itens que mais influenciaram foram tarifa de eletricidade residencial (0,48% para 5,25%), gasolina (-0,04% para 2,64%), hortaliças e legumes (4,28% para 11,98%), tarifa de telefone residencial (-0,88% para -0,32%) e calçados infantis (-0,25% para 1,48%), respectivamente.

As principais influências para a alta de preços entre as famílias mais pobres em maio vieram dos itens cebola (com elevação de 43,75% no período pesquisado, contra 20,33% no mês anterior) e batata-inglesa (com aumento de 23,35%, vindo de um modesto 0,25% em abril), produtos cujos preços dispararam durante a paralisação dos caminhoneiros, nos últimos dias de maio.

Como para famílias mais pobres a alimentação costuma ter maior relevância dentro do total de despesas, essa classe de despesa tem peso de quase 40% no IPC-C1, contra 27% no IPC-Br. Da mesma forma, educação tem peso de quase 9% na inflação das famílias que recebem até 33 salários mínimos e de 2,5% para as famílias de baixa renda.

Ambos IPC-Br e IPC-C1 são baseados em coletas do primeiro ao último dia útil de cada mês. Suas diferenças, além do peso que cada item e categoria de despesa têm, também estão nas cidades pesquisadas. Enquanto o IPC-Br é coletado em sete capitais (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília), o IPC-C1 se limita a levantar preços de Rio, São Paulo, Recife e Salvador.

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