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Dólar bate R$ 3,90 e registra maior nível desde março de 2016

07/06/2018 09h41

O dólar dispara na manhã desta quinta-feira e a cotação bate a marca de R$ 3,90, num avanço de 1,7%. O real já retoma o posto de pior desempenho diário entre as principais moedas globais, com alguma distância para o segundo mais negativo, o rand sul-africano. As taxas futuras, negociadas na B3, não escapam da pressão e também avançam ante o ajuste passado.

Às 9h36, o dólar ganhava 1,75%, para R$ 3,9043. Na máxima, por ora, chegou aR$ 3,9073. Esse é o maior nível intradia desde 2 de março de 2016, quando tocou R$ 3,9410. O contrato futuro para julho, por sua vez, subia 1,23%, a R$ 3,9040.

As atenções se voltam para a intervenção do Banco Central (BC). Por ora, está programado apenas as ofertas de 15 mil contratos "novos" de swap cambial e também de 8,8 mil papéis em operação de rolagem do vencimento de julho.

No mercado de juros futuros, as taxas mais curtas continuam subindo, perto das máximas. O DI janeiro/2019 aumentava a 7,305% (6,975% no ajuste anterior) enquanto o DI janeiro/2020 marcava 8,470% (8,060% no ajuste anterior). Entre os pontos de atenção no mercado, o IGP-DI de maio acelerou a alta para 1,64%, ante avanço de 0,93% um mês antes.

Entre os vencimentos mais afetados pela turbulência dos últimos dias, o DI janeiro 2027 subia a 12,730%, ante 12,500% no ajuste anterior, mais perto da mínima de 12,570%, queda máxima de 12,810%. Já o DI janeiro/2025 estava a 12,180% (11,970% no ajuste anterior) ante o pico desta manhã, de 12,290%.

O Tesouro Nacional decidiu reforçar sua intervenção na renda fixa. A instituição realiza hoje e amanhã leilões de compra e venda de títulos públicos prefixados (NTN-F). Já o BC atuará nesta quinta-feira com operações compromissadas com prazo de nove meses, no qual serão envolvidos LTN, NTN-B e NTN-F.

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