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Guardia diz que dólar sobe mais no Brasil por causa das eleições

(Atualizada às 14h22) O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou hoje que o Banco Central (BC) e o Tesouro Nacional têm atuado de forma conjunta nos mercados de câmbio e juros. Ele disse que a atual depreciação do real frente ao dólar decorre de um movimento global de valorização da moeda americana e que o Brasil sofre mais por causa das eleições. Para Guardia, a atuação do governo está "equilibrada".

"Em primeiro lugar, o BC tem monitorado os movimentos de câmbio, temos feito algumas intervenções. O câmbio é flutuante e é importante registrar que o Brasil é credor líquido em dólar, ao contrário do que ocorria no passado. O Banco Central monitora e tem atuado quando julga oportuno no câmbio. O Tesouro tem atuado no mercado de juros para tentar reduzir a volatilidade. Temos atuado de forma conjunta e coordenada", disse.

Guardia defendeu a atuação da equipe econômica nos mercados. "A atuação está equilibrada dentro do que podemos fazer", disse. Ele disse ainda que as críticas à ação do BC e do Tesouro no mercado neste momento de volatilidade são "normais". "Em momentos de maior volatilidade, é normal que surjam comentários dessa natureza. Temos trabalhado de maneira coordenada e conjunta buscando reduzir volatilidade do mercado. O câmbio vai flutuar e o BC tem intervido para tentar reduzir a volatilidade desse movimento. E o Tesouro tem colchão de liquidez importante que permite neste momento evitar maior pressão e tentar reduzir o risco do mercado. É o que estamos fazendo através dos leiloes de recompra e da não realização de leiloes que a gente não fez nas últimas duas semanas."

O ministro aproveitou ainda para defender a agenda de reformas. "Temos acompanhado essa evolução e o que sempre destacamos e reiteramos é que é fundamental o Brasil avançar no que é relevante para reforçar a capacidade para superar os momentos de turbulência e me refiro ao processo de reformas. Temos avançado em alguns pontos importantes. Ontem, a Câmara avançou, por exemplo, na questão dos distratos. Essa agenda legislativa é muito importante para o país avançar na direção correta", disse, afirmando que os fundamentos da economia brasileira são sólidos.

Guardia reconheceu que o movimento de valorização do dólar é reforçado no Brasil pelas eleições. "Existe uma tendência de valorização global do dólar e isso afeta com maior intensidades os emergentes. No caso brasileiro, existe uma tensão maior por causa da transição política e do cenário de eleições, o que traz mais incerteza aos mercados. Mas os fundamentos da economia brasileira são muito sólidos", reafirmou.

"Temos reservas internacionais extremamente elevadas, temos pequeno déficit em conta corrente financiado por investimento direto estrangeiro e somos credores líquidos em dólar. Então, tudo isso reforça a solidez da economia brasileira para enfrentar esse tipo de movimento", disse.

O ministro evitou comentar os próximos movimentos do BC nos juros., afirmando que o tema é de responsabilidade exclusiva da autoridade monetária. "O Ministério da Fazenda jamais fará qualquer comentário sobre política de juros", disse.

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