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Correção: Renan e Eunício estão em inquérito de repasse da J&F

Nota das 14h36 informou incorretamente que Romero Jucá (RR), Edison Lobão (MA) e Roberto Requião (PR) fazem parte de inquérito sobre repasses ao MDB. O título foi corrigido e segue novo texto.

Atendendo a pedido do relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) discriminou quem deve constar como investigado no inquérito que apura repasses do grupo J&F a caciques do MDB.

Serão alvos da investigação os senadores Renan Calheiros (AL), Eunício Oliveira (CE), Valdir Raupp (RO), Jader Barbalho (PA), Eduardo Braga (AM), Dário Berger (SC); o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo (PB); e o ex-ministro Helder Barbalho (PA). Além dos emedebistas, o inquérito também atinge o ex-ministro do PT Guido Mantega.

Os nomes já haviam sido citados pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, quando ela pediu a abertura do inquérito ao Supremo, que aceitou a solicitação em 16 de maio. Porém, Fachin observou que ela não havia discriminado quem deveria ser de fato investigado, e a oficiou para que o fizesse.

A procuradora-geral explicou porque três políticos do MDB não integraram o inquérito. "Quanto aos senadores Romero Jucá, Edison Lobão e Roberto Requião, apesar de citados por Sérgio Machado, estes não integraram os dados de corroboração fornecidos por Ricardo Saud, os quais foram utilizados como base para iniciar as apurações, razão pela qual não devem, neste momento, integrar o rol de investigados", afirma Dodge.

O inquérito trata sobre propina de R$ 40 milhões que teria sido paga aos políticos pela J&F na campanha eleitoral de 2014. A instauração da investigação tem como base duas delações premiadas: a do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e a do ex-diretor da J&F Ricardo Saud.

De acordo com os delatores, o PT pediu que a JBS fizesse doações à bancada do MDB no Senado, com o objetivo de garantir a aliança entre os dois partidos para a eleição daquele ano. Para a PGR, as solicitações de vantagens indevidas, antes de serem efetivamente entregues, dependiam de negociatas entre o sócio da J&F Joesley Batista e o então ministro da Fazenda Guido Mantega.

Todos serão processados no STF - Fachin considerou que, embora alguns envolvidos não tenham a prerrogativa do foro especial, as supostas condutas criminosas estão imbricadas; portanto, devem ser processadas juntas.

Fachin enviou o inquérito à Polícia Federal (PF), para coleta de provas e de depoimentos em até 60 dias. Depois, a PGR decide se oferece denúncias ou se pede ao Supremo o arquivamento das apurações.

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