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Ibovespa alivia perdas com oportunidade de preço, mas cautela continua

O Ibovespa neutralizou as perdas nesta tarde e reduziu o movimento negativo, com investidores aproveitando as oportunidades de preço para retornar a alguns ativos. Persiste sobre o investidor da bolsa, porém, uma pressão gerada pelas preocupações com o cenário político e econômico no Brasil, que não se dissiparam.

Às 15h59, o Ibovespa recuava 0,66%, aos 73.364 pontos, depois de ter ido à mínima intradia aos 71.679 pontos (-2,94%). O giro financeiro é de R$ 8,2 bilhões.

"O Banco Central está atuando para acalmar o mercado, então a bolsa, com algum atraso, está melhorando. A oportunidade de preço é relevante depois de uma queda como ontem. O Credit Suisse e o Citi elevaram movimentação de compra", diz um operador.

Os papéis que mais sofreram ontem acabam apresentando nesta tarde uma recuperação relevante e que garante ao Ibovespa ter um desempenho melhor do que na primeira metade do pregão. É o caso da B2W (+8,70%), maior alta do dia, e de alguns bancos, como Itaú Unibanco (+0,58%).

A queda das exportadoras, em linha com o dólar em forte baixa e depois de terem subido muito nas duas últimas semanas, explica o Ibovespa negativo. A Vale ON, que é a ação de maior participação no índice, cai 5,39% ? embora acumule alta de 1,64% no mês.

Mas mesmo com a melhora de agora, a bolsa caminha para encerrar a semana em queda de 4,76% na semana e de 4,11% no mês. No ano, a queda acumulada ainda é de 3,67%.

"O cenário interno ainda inspira cautela, mesmo com a trégua dos juros e do câmbio. A bolsa estava mais atrasada em relação aos outros mercados em se ajustar às piores perspectivas em termos fiscais, políticos e econômicos", afirma Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos. "O governo está bastante fragilizado desde a greve dos caminhoneiros, uma fragilidade que continua. Os fundamentos das empresas estavam em ritmo razoavelmente positivo, com CDS mais comportado. E essas teses já começam a ser ameaçadas."

Um dos elementos que o investidor também aguarda é a pesquisa Datafolha para a eleição presidencial, que será divulgada no domingo. O mercado deve esperar o levantamento em especial para medir a força de nomes cujas agendas sinalizam maior comprometimento com as reformas fiscais, caso de Geraldo Alckmin (PSDB). A leitura majoritária nas mesas de operação é que parte da aversão ao risco se deve ao fato de que candidaturas de centro-direita estão enfraquecidas e muito esvaziadas.

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