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Serviços registram em maio segunda deflação desde 2012, segundo IBGE

A inflação de serviços apresentou em maio deflação de 0,09%, na comparação com abril, maior queda desse conjunto de preços desde o início da série histórica, de 2012, conforme dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

Deflação no conjunto dos serviços não é comum. O outro registro ocorreu em julho de 2014 e de apenas 0,06%. Isso deve-se ao fato de os serviços serem, em geral, reajustados pela inflação passada e acabarem carregando uma inércia de preços.

Mais resistente ao longo da crise, a inflação de serviços perdeu fôlego nos últimos anos na medida em que a recessão se prolongou e a inércia de preços esmoreceu.No acumulado de 12 meses, a taxa desacelerou de 3,46% em abril para 3,32% em maio. É também, nesse caso, o índice mais baixo desde 2012.

De acordo com dados do IBGE, a queda da passagem aérea foi a principal responsável pela deflação dos serviços em maio. As passagens ficaram 14,71% mais baratas no mês. Neste caso, sem relação com a greve dos caminhoneiros."Os preços das passagens referem-se aos bilhetes comprados há dois meses", disse Fernando Gonçalves, gerente de Índices de Preços do IBGE.

Segundo ele, a queda das passagens aéreas combina componentes sazonais com o quadro geral da economia. "Preços médios de serviços recuam pelo fator demanda: desemprego elevado, receio com consumo, informalidade", disse.

Além das passagens aéreas, tiveram queda de preço em maio serviços como aluguel residencial (-0,04%), condomínio (-0,11%), conserto de automóveis (-1,31%), e hotel (-0,86%).

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