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Dólar ensaia queda após ação do BC, mas volta a subir com exterior

(Atualizada às 10h31)O mercado brasileiro de câmbio tem uma manhã agitada nesta segunda-feira. Enquanto o dólar ainda buscava uma direção, o Banco Central (BC) anunciou a oferta de até 50 mil (US$ 2,5 bilhões) contratos novos de swap cambial, totalmente absorvida, numa operação que equivale à venda da moeda americana no mercado futuro.

Desta vez, a autoridade monetária decidiu anunciar o leilão só no dia de sua realização, executando seu direito de fazer "intervenções esporádicas" ao longo das sessões. A iniciativa tende a reforçar a estratégia para desarmar os agentes financeiros que têm aposta na alta do dólar. Para esta semana, o BC prometeu que oferecerá ao mercado US$ 24,5 bilhões em novos contratos de swaps até o dia 15 de junho, salvo intervenções adicionais.

Diante da atuação da autoridade monetária, o dólar chegou a cair mais cedo, estendendo a baixa de 5,50% na sexta-feira passada. Por volta das 10h31, entretanto, a divisa americana já era negociada a R$ 3,7203, em leve alta de 0,37%. Na máxima, marcou R$ 3,7297. Já o contrato futuro para julho subia 0,27%, a R$ 3,7285.

O mercado brasileiro enfrenta hoje a pressão da alta do dólar no exterior, principalmente contra as divisas emergentes. Um evento de peso para esta semana é a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que deve elevar juros na quarta-feira. As atenções também se voltam para sinais sobre o processo de normalização das condições monetárias no país. Hoje, o dólar sobe 0,62% ante o peso mexicano e 0,39% ante o rublo russo, enquanto avança 0,56% na comparação com o rand sul-africano e 1,03% ante a lira turca.

O real tinha um dos 10 piores desempenhos diários entre as divisas globais. Ainda assim, sua colocação era melhor que a maioria dos pares emergentes.

No Brasil, a pesquisa Datafolha sobre as intenções de voto também serve de pano de fundo para um ambiente de incerteza. Os números da pesquisa não confirmam as maiores preocupações entre os agentes financeiros, de fortalecimento das candidaturas fora do chamado centro, que defende a continuidade das reformas econômicas - caso dos pré-candidatos Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL).

Por outro lado, o quadro político ainda promete instabilidade nos meses até a eleição já que a disputa nos cenários que excluem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue aberta. Além disso, o tucano Geraldo Alckmin ainda mostra índice fraco de apoio popular.

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