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Investidor mantém cautela, mas Ibovespa sobe após 5 pregões de baixa

12/06/2018 17h50

Depois de cinco pregões consecutivos em queda, o investidor deu uma trégua ao mercado de bolsa. O Ibovespa conseguiu fechar no azul com a oportunidade de preços que as quedas recentes abriram, mas isso não significa que o cenário mudou: os agentes de mercado seguem retraídos no Brasil.

O principal índice da bolsa subiu 0,62%, aos 72.754 pontos, depois de ter subido 1,40% na máxima do dia, aos 73.322 pontos, e caído 0,25%, aos 72.124 pontos na mínima. O giro financeiro hoje, relativamente mais fraco, foi de R$ 8,15 bilhões, o que demonstra que o investidor continua relutante nos negócios.

Internamente, o crescimento mais lento do que o esperado da atividade e a contínua revisão de perspectivas para indicadores macroeconômicos continuam abafando os ânimos. Depois da greve dos caminhoneiros, a percepção sobre o governo ficou ainda mais turva e, em, ano de eleição, o mercado segue à espera de sinais mais claros para escolher as melhores oportunidades de alocação.

"Ainda temos posições no setor de varejo, como Pão de Açúcar, Lojas Americanas e Localiza, em que apostamos em função da nossa convicção de retomada do crescimento", diz Fernando Barroso, diretor da CM Capital Markets. "Mas vejo o investidor fazendo rotação nessas posições. Gosto de CVC [maior queda do dia, de 4,57%], mas vejo algumas saídas do papel, porque o investimento em varejo está comprometido."

No front externo, o ambiente para emergentes também não é dos melhores, com sucessivas tentativas dos investidores de evitar ativos de risco. O movimento é especialmente relevante porque amanhã o Fed (BC americano) deve elevar o juro básico nos Estados Unidos.

Para Barroso, uma alta de juros nos Estados Unidos já está precificada, mas o Brasil não tem como passar incólume pelo evento. Isso porque países com melhor situação fiscal tendem a enfrentar melhor o cenário ? o que não é o caso brasileiro.

Diante da carência de catalisadores para pautar os negócios, os investidores afinam apostas ao sabor de notícias localizadas. A Petrobras seguiu em baixa no fechamento pela percepção de risco do investidor com Brasil e exterior, mas continua de olho no debate sobre o contrato da cessão onerosa com o governo.

Após o turbilhão de notícias que atingiu a estatal em maio, com o pedido de demissão de Pedro Parente da presidência, esse é o tema em que parte dos investidores ainda aposta, caso a conclusão seja que a estatal tem débitos a receber. Ivan Monteiro, presidente da Petrobras, afirmou que a cessão onerosa foi o tema principal de reunião com o Senado desta tarde. No fim do dia, a ON aliviou perdas a 0,82%, enquanto a PN subiu 0,32%.

A Embraer (+6,12%) também voltou à pauta do investidor, depois que notícias circularam no mercado dando conta de que a companhia está próxima de concluir a negociação para fusão com a Boeing. Também a Eletrobras PNB (+5,95%) foi destaque, com o fortalecimento do debate para venda das distribuidoras da empresa, em especial agora que a privatização parece menos provável.

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