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Dólar opera na casa de R$ 3,70 à espera de Fed e de olho em ação do BC

13/06/2018 09h42

(Atualizada às 12h25)É em clima de cautela que os mercados financeiros domésticos esperam pela decisão do Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano, sobre política monetária. A expectativa geral é de que o juro básico dos EUA seja elevado na reunião de hoje de 1,75% para 2%, na sétima elevação da taxa desde dezembro de 2015. Mais do que a decisão, o mercado quer saber como ficarão as projeções sobre inflação, crescimento e desemprego, e também qual será o tom a ser adotado pelo presidente do Fed, Jerome Powell, na coletiva que será concedida às 15h30. Uma leitura mais positiva sobre a economia pode dar força às apostas em altas adicionais no ano e, com isso, pressionar o dólar e os juros, tanto dos Treasuries quanto de outras economias.

Essa possibilidade cresceu depois da divulgação dos dados de inflação divulgados ontem e hoje. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de maio dos Estados Unidos, divulgado ontem, subiu 0,2% e atingiu o maior nível em seis anos. Já o índice de preços no atacado (PPI), conhecido nesta manhã, avançou 0,5%, ante expectativas de alta de 0,3%.

Esses dados da inflação contribuem para fomentar apostas em mais duas elevações de juros em 2018 depois da reunião de hoje, o pressiona o dólar no mundo. "Os dados mostram que a inflação está rodando firme e atualizam o cenário do Fed desde a última reunião. Com a inflação indo de maneira consistente para o patamar estabelecido, taxa de desemprego vindo bem, um terço do mercado já precifica quatro altas de juros em 2018", diz João Fernandes, economista da Quantitas.

No mercado local, a moeda americana só não segue o movimento externo por causa dos leilões de contratos de swap cambial realizados pelo Banco Central. Nesta manhã, a autoridade monetária vendeu mais US$ 2 bilhões em swaps. Com isso, o BC já colocou US$ 11,25 bilhões do programa de US$ 24,5 bilhões anunciados na quinta-feira para esta semana.

Às 12h25, o dólar recuava 0,12% para R$ 3,7083.

Já os juros futuros seguem em alta, a despeito do leilão de recompra de NTN-F realizado hoje pelo Tesouro. Hoje, o Tesouro comprou 50 mil títulos com vencimento em janeiro/2029 e 822.250 papéis para 2027. Ainda assim, o DI janeiro/2027 avançava 0,04 pontos percentuais para 12,18%, enquanto o DI janeiro/2025 era negociado a 11,86%, para 0,06%.

O Ibovespa também acompanha o tom de cautela e opera em queda de 0,67% para 72.268 pontos. As blue chips estão entre os destaques negativos: Petrobras PN (-1,7%), Petrobras ON (-0,9%), Banco do Brasil ON (-1,9%), Bradesco PN (-0,71%) e Itaú Unibanco PN (-0,7%). Vale ON apresenta o desempenho menos negativo, recuando 0,23%.

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