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25/04/2008 - 10h56

Sexo frágil: carreira militar atrai mulheres

SÃO PAULO - No mês em que se comemora as carreiras de policial civil e militar, vale destacar uma tendência: as mulheres buscam cada vez mais as profissões militares que, no passado, eram limitadas aos homens. Embora uma minoria, elas já estão em frentes de vigília e proteção.

Num universo de 180 mil militares ativos, elas são 4.660 (2,55%), sendo que 3.603 estão no quadro temporário e 1.057 na carreira. No ano passado, 25 chegaram à patente de major.

O ingresso das mulheres foi permitido a partir de 1992, por meio de apresentação voluntária. Para chegar às patentes mais altas, no entanto, é preciso passar por concurso público nacional e frequentar escola de formação. Ainda existe a possibilidade de fazer estágio de adaptação de 45 dias, com contrato de trabalho que dura até sete anos.

Trabalho duro

Apesar de ser um serviço pesado, as mulheres não são poupadas. "Participamos de todas as atividades, inclusive das marchas pela selva. Lógico que cada um tem sua função e eu nunca fui cobrada a fazer nada que não coubesse às minhas atribuições", disse a tenente Glenda Farias Acácio à Agência Brasil.

Hoje, no 34º Batalhão da Infantaria de Selva, em Macapá (AP), ela ingressou na carreira militar em 2004, por meio de um convênio da Força com a universidade em que estudava. O primeiro contato com os militares aconteceu quando estagiou no setor de Odontologia do Hospital Geral de Belém (PA), administrado pelo Exército.

Ela foi submetida a uma seleção de candidatos, à análise de currículo e ao teste de aptidão física. "Eu não imaginava que iria seguir carreira, embora já tivesse vontade".

Respeito

Glenda ainda disse que sempre foi respeitada pelos colegas do sexo oposto. "Não tive nenhum problema. No início, ficam todos querendo saber como agir, mas, com o tempo, tanto eu fui me adaptando como os homens também se adaptaram".

Formada em Relações Públicas, mas atraída à carreira militar, Sofia Meirose Sales também afirma que o preconceito não faz parte da rotina.

"Acredito que a primeira turma de mulheres tenha enfrentado um pouco mais de resistência. No meu caso, não há nenhuma dificuldade. Assumimos uma postura como militar - que tanto pode ser homem como mulher - e desenvolvemos nossas funções".

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