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27/04/2009 - 08h50

O cansaço não passa? Saiba que pode ser uma síndrome associada ao trabalho

SÃO PAULO - Baixa produtividade, dificuldade em memorizar o que os colegas falam ou os serviços que precisam ser feitos, falta de concentração, irritabilidade e sonolência. Esses são alguns dos sintomas da Síndrome do Cansaço Crônico, que atinge mais as mulheres.

De acordo com o médico e presidente da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida), Alberto Ogata, o cansaço é uma queixa muito comum dos profissionais, mas nem sempre é sinal da síndrome.

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"Antes de atribuir a falta de disposição ao excesso de trabalho, é preciso fazer uma avaliação médica. Muitas vezes, o cansaço pode ser um dos sintomas de doenças crônicas, como problemas pulmonares e cardíacos, entre outros".

Descartada a possibilidade de doenças crônicas, a falta de disposição contínua pode ser a síndrome.

Trabalho

A Síndrome do Cansaço Crônico ou da Fadiga, em geral, pode estar associada ao trabalho e ao
estresse. "O fato de o profissional não estar feliz com as suas atividades ou estar sobrecarregado de serviços são fatores que predispõem esse quadro", ressalta Ogata.

Além disso, o médico alerta que as pessoas ansiosas, depressivas e que têm um estilo de vida inadequado, ou seja, não praticam esportes, possuem uma alimentação desequilibrada e usam frequentemente estimulantes (café, bebidas alcoólicas) também estão mais propensas a desenvolver a doença.

Sintomas

Entre os sintomas da síndrome da fadiga, estão:


  • Dor de cabeça;

  • Acordar cansado;

  • Dores musculares;

  • Dor nas articulações;


Vale ressaltar que a síndrome da fadiga só acontece quando os sintomas se tornam frequentes e persistem por muito tempo.

O médico afirma ainda que não há um remédio para a síndrome, mas que algumas atitudes podem aliviar o problema. "Procure praticar exercícios físicos, ter uma alimentação equilibrada, evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas e cafés e, se preciso, procure um psicólogo para lhe auxiliar emocionalmente".

O papel da empresa

A empresa também pode auxiliar os seus funcionários para evitar ou amenizar a síndrome da fadiga. O departamento de Recursos Humanos, por exemplo, pode fornecer informações para toda a equipe da companhia sobre a doença, estimular um estilo de vida saudável, abordar a questão do tabagismo e da importância das férias.

"Não adianta uma empresa disponibilizar uma área de descanso, se ela encher os seus colaboradores de tarefas. É preciso haver um equilíbrio de demanda entre os funcionários", conclui Ogata.

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