Ruas esburacadas

Homem foi à Lua, mas o Brasil ainda não faz rua sem buraco, diz chefe da Petronas

Beth Matias Colaboração para o UOL, em São Paulo Arte/UOL
Marcelo Justo/UOL

Estamos em 2020, o homem foi à Lua em 1969, mas o Brasil não consegue fazer uma rua sem buraco. Isso mexe com a autoestima do brasileiro. A opinião é do diretor-geral da Petronas no Brasil, Luiz Sabatino, em entrevista na série UOL Líderes. Para ele, faltam foco, determinação e investimento correto.

Patrocinador da escuderia Mercedes na Fórmula 1, a Petronas é a empresa estatal de petróleo e gás da Malásia. No Brasil, a Petronas atua na área de lubrificantes, possui 12% do mercado e espera faturar R$ 1,3 bilhão em 2020.

Para Sabatino, o Brasil coloca dinheiro em setores que não fazem o país avançar e precisa rapidamente de um marco estratégico de crescimento, envolvendo as áreas de saúde, educação e segurança. A empresa vem se dedicando a diminuir as emissões de CO2, mas o diretor-geral reconhece que lubrificante polui o meio ambiente.

Faltam determinação e foco até para asfaltar ruas

Ouça a íntegra da entrevista com o CEO da Petronas, Luiz Sabatino, no podcast UOL Líderes. A entrevista completa em vídeo com o executivo está disponível no canal do UOL no YouTube. Continue nesta página para ler o texto.

"Se não atuarmos agora, não haverá futuro"

UOL - Como a questão da segurança impacta no negócio da Petronas?

Luiz Sabatino - Temos muito contato com empresas de transporte, seja para transportar o nosso produto seja como cliente. Ouvimos realmente que há um aumento de cargas roubadas, falta de segurança nas estradas, estrada com manutenção precária. Isso não esbarra no nosso negócio, mas acredito que esbarra muito na nossa autoestima, no psicológico, na mensagem que é dada. Isso para mim é o pior.

Fazendo uma analogia com a situação da Argentina, é impressionante como a autoestima do argentino está baixa. E está baixa por impactos gerados com mensagens ou com coisas que não acontecem ou com coisas que deveriam acontecer e não viram prioridade.

E isso impacta no nosso dia a dia. Um buraco na rua, por exemplo. Não é possível que não tenhamos competência para fazer uma rua lisa. Estamos em 2020, o homem foi à Lua em 69. Qual é a dificuldade de fazer uma rua lisa? É foco, é determinação, é querer fazer, é o investimento correto.

Isso impacta emocionalmente toda uma cadeia, porque são coisas que poderiam ter sido resolvidas, coisas fáceis de se resolver e que não se resolvem.

O que tem que ser privatizado no Brasil?

Tenho uma posição muito clara em relação a isso. Acredito que a discussão deva ser: qual é o papel do governo. Tudo aquilo que não for [obrigação do governo] precisa sair do mapa estratégico de crescimento. Precisamos ter um marco estratégico. O que seremos daqui a 10, 20, 30, 40 anos. Porque, se não atuarmos agora, não haverá futuro.

O tripé básico [do mapa estratégico] é saúde, educação e segurança. São os três emergenciais que precisam entrar rapidamente na agenda do governo. Colocamos dinheiro em coisas que não catapultam o Brasil ou não irão catapultar no médio longo prazo.

Qual é o negócio da Petronas no Brasil?

Ele é um pedaço de uma divisão que as indústrias de Oil & Gas chamam de "downstream". O nosso negócio aqui é focado em lubrificantes. Nós temos uma unidade em Contagem, Minas Gerais, de 72 mil m2, que tem capacidade de produzir hoje em torno de 220 milhões de litros de lubrificantes, que atende o Brasil e alguns países aqui da América Latina.

Produzimos para todos os veículos, ou seja, carros de passageiros, caminhões, motocicletas e para o segmento industrial.

Quais são os produtos que a Petronas tem no mercado?

De 2010/2013 até agora, a Petronas lançou 100 produtos tanto para o segmento industrial quanto para o automotivo. Nenhuma empresa de petróleo na América Latina fez isso. Isso não quer dizer que paramos. Temos alguns lançamentos previstos para 2020.

A Petronas é assim

  • Fundação

    1974 (Malásia); 2012 (Brasil)

  • Funcionários

    2.500 (mundo); 375 (Brasil)

  • Empregos indiretos

    5.000 (Brasil)

  • Clientes

    6.000 (Brasil)

  • Consumidores

    5 milhões (Brasil)

  • Faturamento (2019)

    R$ 1,14 bilhão (Brasil)

  • Faturamento previsto (2020)

    R$ 1,3 bilhão (Brasil)

  • Participação do Brasil nos resultados globais

    20%

  • Fatia de mercado da empresa

    12% (Brasil)

  • Principais concorrentes

    Mobil, Castrol, Texaco e Shell

Educação no marasmo

UOL - Na sua opinião, como está a situação da educação no Brasil?

Luiz Sabatino - A educação, assim como a saúde, tem sido relegada a segundo plano. Temos vários exemplos no mundo em que a educação é plataforma, é base. Lembro quando o Brasil estava andando um pouco mais rápido, acho que 2012, 2011, que faltou mão de obra técnica. Na época, havia dois grandes gargalos. O primeiro era energia elétrica e o segundo, mão de obra técnica.

Precisamos fazer algo diferente para sair desse marasmo de educação, que está sempre relegado a segundo plano. Temos [hoje] a depreciação de escola pública, de universidade pública, alunos malformados, professores que não se atualizam. Como muda isso? Muda colocando foco no tripé básico: educação, segurança e saúde. Isso devia ser prioridade.

Falta vontade política para mudar isso?

Acredito que há um pouco disso sim. O nosso grupo político não é focado. Temos muita defesa de classe. São grupos defendendo alguns interesses que não necessariamente o interesse que vai catapultar o Brasil.

A agenda [política] tinha que, de alguma forma, caminhar para uma agenda positiva única em que as pessoas enxerguem o Brasil, e não o pedaço que ele [político] está defendendo.

Entra governo, sai governo e temos "clusters" [grupos] sendo defendidos, priorizados e focados que não necessariamente esbarram na educação, na saúde ou na própria segurança pública, que é caótica.

Como deverá ser o líder do futuro?

O líder é aquele que consegue mover a organização, seja por meio do seu conhecimento seja por meio de um trabalho em equipe muito grande, que consegue mover as pessoas em uma direção única e que seja admirado não só pela entrega, mas pelo trato com as pessoas.

Não podemos esquecer da indústria 4.0 que está vindo por aí, Big Data, robótica, inteligência artificial. Vamos passar por todo um rearranjo da sociedade.

Teremos de lidar com gente de novo. Gente terá de aprender a lidar com coisas. E coisas vão aprender a lidar com coisas. Tudo isso vai impactar dramaticamente a nossa psique. Isso vai mudar as relações humanas, inclusive a forma de fazer gestão de pessoas.

A liderança vai ser impactada por essas mudanças. Isso trará um grau de ansiedade grande porque empregos serão mudados, irão desaparecer. Novas demandas irão surgir. Hoje a máquina faz o que se pede, mas não necessariamente fará no futuro. Ela pode te questionar.

A indústria vai contratar mais engenheiros ou mais psicólogos?

Acredito que o ser humano vai ser mais dependente de psicanalistas. Isso eu não tenho dúvida nenhuma.

Vamos falar de questões naturais: perda de pai, perda de mãe. Tem muita gente que não sabe lidar com isso, precisa de ajuda. Imagine para questões muito mais complexas que vão aparecer com uma interação com máquina, com questionamentos com robôs.

Estamos caminhando para uma sociedade distópica?

É uma sociedade que vai mudar muito. A indústria 4.0, depois da grande revolução industrial, mudará radicalmente a relação humana. A máquina irá te questionar, dizendo que você errou.

O Big Data tem padrões e comportamentos analisados, sendo mantidos ou mudados, e ele vai interpretar isso.

Marcelo Justo/UOL Marcelo Justo/UOL

Precisamos ter um marco estratégico. O que seremos daqui a 10, 20, 30, 40 anos. Porque, se não atuarmos agora, não haverá futuro.

Luiz Sabatino, diretor-geral da Petronas no Brasil

Meio ambiente: brasileiro é reativo

UOL - Na questão do derramamento de óleo na costa brasileira, qual a sua opinião a respeito da fiscalização?

Luiz Sabatino - É preciso haver segurança. Como é que um navio entra em águas brasileiras, faz o derramamento de óleo e não temos a menor noção de quem foi? Estamos demorando a responsabilizar esse navio, essa empresa, essa pessoa.

Fazendo uma analogia com a segurança do dia a dia: se um petroleiro, entra em águas internacionais, o que deve estar acontecendo perto da costa brasileira, com droga, com armas, com um monte de coisa? Isso é segurança, é um dos pilares que precisam ser levados a sério.

É muito triste ver tudo isso porque o brasileiro tem a cultura de ser reativo, tudo é reativo. Para consertar o buraco na rua da sua casa, tem que ser uma cratera. Precisamos parar de ser reativos e passar a ser proativos.

A mesma coisa com o desmatamento da Amazônia. Não adianta esperar acontecer para fazer. Temos essa cultura, o povo latino-americano tem muito isso. Não é só no Brasil. Talvez essa seja a maior diferença entre público e privado.

O privado tem no DNA a necessidade de enxergar onde vai chegar, como vai chegar, de que forma vai chegar. Isso é ser proativo. O público é um pouco mais complacente com algumas coisas.

O que mudou no mercado de lubrificantes nos últimos anos?

Eu diria que são duas grandes mudanças: primeiro, a tecnologia, que tem avançado muito, principalmente com as questões ambientais. Hoje 75% do orçamento de pesquisa e desenvolvimento da Petronas tem que ter necessariamente como principal mote a redução de CO2.

A segunda é a forma de distribuir o lubrificante. A distribuição está um pouco mais concentrada. Estamos mudando o modelo de negócios, deixando de vender para todo mundo para abastecer uma rede de distribuidores autorizados no Brasil, que terá a capacidade de cobrir todo o território nacional.

Uma venda mais focada e consultiva. Estamos falando de mais ou menos 25 distribuidores.

O lubrificante polui?

O lubrificante, sem dúvida nenhuma, impacta o meio ambiente porque não é solúvel na água. O que tem que ser feito é a prevenção. A Petronas participa de um programa chamado Jogue Limpo.

É um programa de recolhimento desse lubrificante, da embalagem plástica. Incentivamos a discussão e é uma preocupação também com os nossos funcionários.

O grande fato da redução do CO2 se dá também por questões de tecnologia. Recentemente a Petronas lançou o primeiro lubrificante na América Latina para carros híbridos, que são uma realidade.

O carro elétrico é um caminho sem volta e estamos participando ativamente. Lançamos esse lubrificante para carros híbridos, e, na Europa, a Petronas foi a empresa que lançou um lubrificante exclusivo para carro elétrico.

Existe uma possibilidade de não precisar mais de lubrificantes no futuro?

Eu li um texto recentemente de um profissional da concorrência que faz uma analogia com o case Kodak. Para mim, a grande diferença é que a Kodak era 100% dependente daquele modelo.

Acredito que o tempo para essa migração, [combustível/elétrico] na sua integralidade, é muito mais longo do que foi no período da Kodak. Até chegar em uma modelagem técnica, onde a bateria dê conforto [tenha mais tempo de carga] para a indústria e para os consumidores, vai levar mais tempo.

Também estamos falando basicamente neste momento de carros e alguns fabricantes de moto. Só que há toda a parte industrial que ainda consome lubrificante.

Por exemplo, a indústria de mineração, siderurgia, que ainda vai usar durante muito tempo os lubrificantes. O modelo tem um tom transitório mais suave do que o modelo da Kodak. Mas, sem dúvida, quando essa tecnologia estiver absolutamente dominada, o modelo de negócio muda. Não tem como fugir disso.

Por que vocês investem na Fórmula 1?

A parceria da Mercedes [equipe alemã de automobilismo] com a Petronas não é uma parceria somente de patrocínio. É uma parceria de desenvolvimento tecnológico. Estamos dentro da Mercedes.

Toda arquitetura dos motores 2020/2021 passa por uma conversa com a Petronas. Todo esse ciclo vitorioso da Mercedes dos últimos seis anos tem a mão da Petronas nessa questão de lubrificantes.

A tecnologia que desenvolvemos com a Mercedes, colocamos também nos carros de rua porque os motores estão ficando cada vez menores. O que aprendemos e desenvolvemos lá, trazemos para cá.

E o futuro da Fórmula 1 vai ser a forma a Fórmula E (carros elétricos)?

A Fórmula 1 tem toda uma magia, uma história, um histórico, tem ídolos formados e cultuados por essa história. A Fórmula E é uma realidade. Se vai substituir a Fórmula 1, só o tempo dirá. Em princípio, pela lógica que está se instalando e pelos caminhos que estão sendo desenhados de a matriz elétrica ser o futuro, talvez a própria Fórmula 1 irá desaparecer ao longo do tempo.

Mas hoje eu diria que a continua muito forte, com os novos acionistas tentando fazer que o show aconteça de uma maneira diferenciada, integrando mais o público, tentando equalizar um pouco mais a questão de orçamento entre as equipes, tentando diminuir a distância que existe entre elas. Acredito que por um tempo ainda a Fórmula 1 continuará sendo o grande evento de automobilismo mundial.

Imposto complexo

UOL - O que é preciso fazer na reforma tributária?

Luiz Sabatino - Tirar um pouco de complexidade. O Brasil é um país diferenciado por ter dimensões continentais, e alguns estados tentam se proteger. Houve no passado, há 50, 80 anos, um planejamento pouco coordenado, onde as empresas podiam se instalar da forma que quisessem em qualquer lugar do Brasil. Isso causou um desequilíbrio pró-crescimento do Brasil como um todo.

Há países que, se você quiser montar uma fábrica, seja do que for, não é onde você quer, é o governo que dá a diretriz porque existe um planejamento mais consistente. Se pudermos tirar um pouco da complexidade dessa cadeia tributária, acredito que seria bom para os fabricantes, para quem distribui, para o consumidor final.

Qual é a expectativa da Petronas para 2020?

Estamos animados. As coisas estão sendo feitas pelo governo nesse tripé da reforma da Previdência, reforma tributária e reforma administrativa. É a fórmula correta, pelo menos teoricamente. Todas as metas são de crescimento para 2020.

A Petronas, desde 2012, foi empresa de petróleo que mais cresceu de forma consistente. Temos quase 12% do mercado brasileiro, que é bastante significativo. Exportamos para mais de 15 países da nossa planta de Contagem (MG). Em alguns países como Paraguai, Bolívia, ocupamos a segunda posição de mercado.

Começamos a fazer o planejamento de 2019 mais ou menos em julho/agosto de 2018, que foi um ano muito difícil, e para ser bastante honesto acreditei que 2019 seria um ano um pouquinho mais fácil, e não foi. Até agosto, deu bastante trabalho.

Nos últimos quatro anos, o mercado de lubrificantes caiu em torno de 200 milhões a 300 milhões de litros. Estou falando do mercado que era em torno de 1,2 bilhão ou 1,3 bilhão. Este ano deve fechar em torno de 1 bilhão de litros no ano.

Quais são as diferenças do consumidor brasileiro em relação a outros países?

Se voltarmos há 50 anos, qual era a relação do consumidor com carro? Época de inflação alta, carros caros, a tabela virava todo mês. O carro era um patrimônio. Ainda é em muitas situações. É um patrimônio e todo o patrimônio precisa ser cuidado e preservado. Esse é o grande diferencial de outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, você paga o carro como uma assinatura de TV a cabo, paga por sua prestação, seu leasing.

No Brasil, temos ainda um pouco da cultura do patrimônio, do cuidar. E o lubrificante se encaixa nisso. Diferente do combustível, o lubrificante tem mais o papel da proteção, pelo menos psicologicamente para o consumidor. A relação que ele tem com o carro acaba se transferindo para o lubrificante. Tenta seguir o manual do fabricante, trocar o óleo na quilometragem, no tempo que o fabricante recomenda.

Como é essa relação nos outros países latino-americanos?

Eles são mais parecidos com os brasileiros, até levando em consideração que a frota de alguns países é uma frota um pouco mais antiga do que a brasileira. Tem países, por exemplo, que 80% do lubrificante para automóvel ainda é mineral, que não virou a chave para o sintético. O Brasil está caminhando rapidamente para trocar essa chave do mineral para sintético. Então, a questão do patrimônio na América Latina ainda é muito forte.

Como vocês explicam para a matriz o custo Brasil?

Explicar o Brasil sempre é difícil para estrangeiro. O Brasil não é um país para amadores. Isso é fato, seja pela complexidade da região, onde estão as principais empresas do mundo, todos os segmentos de mercado, todos os canais de vendas. Essa combinação traz uma complexidade de gestão absolutamente desafiadora. Coloca-se nisso ainda questões políticas, questões econômicas, instabilidade de câmbio.

A estratégia que usamos é tentar trazê-los para cá. Mostrar a realidade. Fazer visitas, colocá-los com os distribuidores, tirar o filtro. Principalmente porque esse jogo é global. O tabuleiro de lubrificantes não é local. Temos empresas fabricantes, produtoras de óleo básico, as empresas produtoras de aditivos e esse jogo é muito global e um jogo de escala.

Como está a situação da Argentina para a Petronas?

Temos uma operação grande na Argentina. Vendemos mais ou menos 12 milhões, 13 milhões de litros de lubrificantes por ano. O grande desafio da Argentina é tentar a estabilização do ponto de vista econômico. A situação do câmbio é mais grave ainda. Lá, como tínhamos no Brasil há 30 anos, temos uma tabela de lubrificantes quase por semana, porque a flutuação é muito grande. É a cultura da maquininha. Mas é um mercado muito promissor. Na América do Sul, do ponto de vista de tamanho, é o segundo maior mercado de lubrificantes.

O Brasil está menos corrupto?

Acredito que as coisas estão mais explícitas do que no passado. Acredito que temos que insistir nesse caminho porque a corrupção é o pior mal que existe. As pessoas não entendem que aquilo lá vai esbarrar nos nossos filhos, dos nossos netos. O que acho mais engraçado é que algumas pessoas envolvidas em escândalos praticam a corrupção aqui e vão admirar os países que são menos corruptos. Vão gastar o dinheiro lá.

A Petronas comprou recentemente as concessões de campos de petróleo aqui no Brasil. Onde vocês querem chegar?

A Petronas é uma empresa que tem muito apetite de crescimento. Tem 45 anos, vem crescendo e aprendendo a ser global. Não é uma empresa centenária, mas, quando saiu do sudeste asiático, passou a enxergar o mundo de uma forma diferente. Com isso, passou a olhar com mais cuidado algumas oportunidades. Essas aquisições são oportunidades de crescimento e principalmente de sair do Sudeste Asiático, onde tem uma posição muito forte.

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