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Cuba, Cabo Verde, Barbados: veja voos inéditos que resgataram brasileiros

Máscaras são transportadas na cabine de passageiros de um Boeing 777 da Latam - Divulgação
Máscaras são transportadas na cabine de passageiros de um Boeing 777 da Latam Imagem: Divulgação

Vinícius Casagrande

Colaboração para o UOL, em São Paulo

12/07/2020 04h00

A pandemia do novo coronavírus mudou completamente o cenário da aviação comercial nos últimos meses. Enquanto as empresas chegaram a cancelar mais de 90% de suas operações no início da crise, alguns voos inéditos também foram feitos para resolver os problemas causados pelo fechamento de fronteiras e pela necessidade de mais equipamentos médicos.

O Brasil já recebeu diversos voos de companhias aéreas que voaram pela primeira vez ao país. E as empresas brasileiras também fizeram voos para locais onde nunca haviam voado anterior. São destinos como China, Cabo Verde, Holanda e Marrocos, entre outros.

No início da crise, o fechamento das fronteiras fez com que muitos brasileiros ficassem retidos em outros países, e alguns estrangeiros sem conseguir sair do Brasil. A solução foi fretar alguns aviões para buscar os brasileiros no exterior.

A Azul, por exemplo, fez voos de repatriação para a Itália, Cabo Verde, Bolívia, Peru, Colômbia, Chile e Barbados. São todos países nos quais a companhia nunca havia voado antes.

Dos mais de 300 voos de repatriação feitos pelo grupo Latam, cerca de 50 deles estiveram focados em repatriar cidadãos brasileiros. Alguns foram rotas inéditas, como Havana (Cuba) para Manaus (AM) e Guarulhos (SP).

O aeroporto de Guarulhos também recebeu voos da Latam vindos da Cidade de Guatemala, de Punta Cana (República Dominicana) e de Montego Bay (Jamaica). Passageiros que estavam na África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Peru, Portugal, entre outras localidades, também retornaram para o Brasil.

A Gol afirmou que operou com a frota reduzida e que não houve nenhum voo fora das operações regulares da companhia aérea.

Voos cargueiros para a China

As companhias aéreas brasileiras também tiveram de se adaptar para o transporte de carga. Com autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), aviões de passageiros foram utilizados para esse tipo de serviço.

Nas rotas internacionais, o destaque ficou para a China. A Azul utilizou seus Airbus A330 para buscar respiradores e testes rápidos de covid-19 para os Estados de São Paulo e Minas Gerais. Já a Latam utilizou o Boeing 777 para fazer seis voos para a prefeitura do Rio de Janeiro e mais de 30 para o governo federal em um acordo com o ministério da Infraestrutura.

Nos dois casos, os aviões brasileiros fizeram uma parada técnica em Amsterdã (Holanda). O comandante Harley Menezes, diretor sênior de operações e treinamento da Latam, afirma que a Holanda foi escolhida por haver menos risco de confisco da carga, algo que já havia ocorrido em outros países como os Estados Unidos. "É uma carga que vale ouro nesse momento", afirmou.

Segundo o comandante da Latam, a rota mais curta seria por Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), mas havia restrição para a entrada de pilotos brasileiros durante a pandemia com a exigência de uma quarentena de 14 dias. Após a análise de diversas rotas, a Holanda foi escolhida apesar de a viagem demorar três horas a mais do que o voo por Abu Dhabi.

Na ida até Amsterdã, a Latam aproveita para levar frutas no porão do avião. Nos 32 primeiros voos realizados pela companhia foram transportadas aproximadamente 1.100 toneladas de frutas brasileiras com destino à Europa. Do total, aproximadamente 50% são de mamão, 40% de mangas e 10% de um mix de frutas, como figos, atemoias, goiabas e limões.

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