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17/01/2010 - 15h27

Chávez volta a afirmar que moeda não foi desvalorizada

A moeda venezuelana, o bolívar, "não foi desvalorizada, e sim reavaliada", afirmou o presidente Hugo Chávez, insistindo que o recente ajuste na taxa cambial responde ao plano do governo para "estimular a economia".

"Ali (Rodríguez, ex-ministro das Finanças), comentou comigo sobre um analista, acho que inglês, que dizia que na Venezuela a moeda não foi desvalorizada e sim reavaliada, porque aqui os comerciantes estavam colocando os preços muito acima do dólar paralelo", afirmou Chávez em uma entrevista concedida a seu ex-vice-presidente José Vicente Rangel, que tem um programa no canal Televen.

O dólar paralelo é muito utilizado pelos venezuelanos para adquirir divisas a uma taxa que chegou a triplicar em relação à fixada pelo Estado, que impôs em 2003 um controle cambial que limita o acesso a dólares com a taxa oficial.

Na sexta-feira passada o governo anunciou a desvalorização da moeda local, o bolívar, que tinha cotação fixa de 2,15 por dólar desde 2005.

A Venezuela tem agora duas cotações oficiais do dólar: 2,60 para produtos de primeira necessidade, remessas e importações do setor público; e 4,30 para os demais produtos e a venda dos dólares obtidos com o petróleo.

"Fizemos o ajuste sobretudo para dar um freio à avalanche importadora. Aqui muitos empresários, com o dólar barato, seguiram o caminho das importações e paralisaram a produção interna", explicou.

Ele negou fins eleitorais, como apontaram alguns críticos, já que o Estado receberá o dobro dos recursos, pois cada dólar que entra na Venezuela é pago a 4,30 bolívares.

Em 26 de setembro, os venezuelanos elegerão os deputados da Assembleia Nacional, atualmente 100% controlada pelo governo.

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